Cotidiano

Vigilância Epidemiológica investiga causa de tumores em paciente em Araçatuba

Homem de 58 anos percebeu o surgimento de caroços pelo corpo e a sentir muita coceira após queixar-se de dor de garganta e ser medicado; ele foi encontrado morto

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
26/10/21 às 19h42

A Vigilância Epidemiológica de Araçatuba (SP) vai instaurar procedimento para investigar o que teria causado a piora do quadro clínico de um paciente de 58 anos, que procurou atendimento médico após perceber o surgimento de caroços pelo corpo e passar a sentir muita coceira.

Ele teria procurado atendimento médico pela primeira vez no último dia 15, queixando de dor de garganta e foi medicado. O quadro clínico só piorou e na manhã de segunda-feira (25) ele foi encontrado morto, enforcado.

Antes de o corpo ser localizado, a vítima enviou mensagem de áudio para a esposa, pedindo desculpas e informando que não estava aguentando mais, por isso iria viajar, mas não sabia se retornaria.

Ele foi localizado pela própria esposa, pendurado ao pescoço por uma corda amarrada no suporte do telhado da garagem. Equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) esteve no imóvel e confirmou o óbito.

Histórico

Segundo a polícia, a mulher informou que no dia 15 o marido dela havia procurado a UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro, reclamando de dor de garganta. Ele foi medicado no local com antibiótico e voltou para casa.

Porém, na madrugada seguinte passou a dizer que não estava conseguindo respirar, por isso retornou ao posto de saúde durante o dia, foi atendido e medicado com duas injeções.

Na manhã do dia 17, o paciente notou o surgimento dos caroços que causavam muita coceira. Por ser domingo, ele voltou à UBS apenas na segunda-feira (18), onde a médica que fez o atendimento prescreveu antibióticos e uma loção para a pele.

Complicações

Segundo a esposa da vítima, desde a primeira consulta o marido dela passou a ser monitorado por telefone pela Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com ela, na sexta-feira (22) ele recebeu uma ligação da secretaria, relatou que não estava bem, pois estava ficando desfigurado. Ela contou que ele foi visitado em casa por uma equipe composta por enfermeiros e um médico.

De acordo com a testemunha, os profissionais constataram o surgimento de tumores pelo corpo do paciente, os quais foram fotografados. Ainda segundo a mulher, o médico teria dito que nunca havia visto tal reação diante do tratamento ao qual estava sendo submetido.

Mais medicação

A vítima foi orientada a procurar o pronto-socorro municipal para novos procedimentos, o que fez na companhia da esposa no mesmo dia. De acordo com ela, o casal chegou à unidade de saúde por volta das 17h e o paciente só foi liberado às 23h45 de sexta-feira.

Na ocasião foram aplicadas mais duas injeções e receitados medicamentos que foram ingeridos por ele no sábado e no domingo. A mulher relatou que apesar de o marido dela estar sendo medicado, ele continuava se queixando, dizendo que não estava se sentindo bem.

A última pessoa da família a vê-lo com vida teria sido uma filha do casal, que mora na mesma residência. Antes de ir para o trabalho na manhã de segunda-feira ela entrou no quarto do pai, que estava deitado, e se despediu.

Suicídio

O local onde o corpo foi encontrado foi periciado por equipe do Instituto de Criminalística, que não encontrou sinais de violência. O corpo passou por exame necroscópico no IML (Instituto Médico Legal) antes de ser liberado para velório e enterro. O caso foi registrado como suicídio.

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