O Festival de Verão e Inverno de Campos do Jordão, reconhecido como o maior evento de música clássica da América Latina, chega à sua 51ª edição em um formato 100% on-line.
O de inverno ocorre de 3 de julho a 1º de agosto nas cidades de Campos do Jordão e São Paulo e o de Verão de 15 de janeiro a 13 de fevereiro de 2022, estabelecendo duas versões anuais.
As edições são realizadas pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e pela Fundação Osesp e em parceria com a Prefeitura Municipal de Campos do Jordão.
O 51º Festival de Inverno deste ano terá transmissões ao vivo todos os dias, após ter sido adiado devido à pandemia de coronavírus. Serão ao todo 43 concertos, sendo 39 no Auditório Claudio Santoro e quatro na Sala São Paulo, com apresentações de Roberta Sá (4/7), Nelson Ayres e Vanessa Moreno (11/7), Mart’nália (18/7), Renato Braz (1º/8) e homenagens aos 250 anos de Beethoven e 100 anos de Astor Piazzolla.
Elas poderão ser assistidas no YouTube do Festival e na plataforma #CulturaEmCasa , da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, bem como pela TV Cultura e Rádio Cultura FM, e Facebook do canal de televisão.
No módulo pedagógico, o Festival receberá ao todo 135 alunos, se alternando entre aulas virtuais e presenciais na Sala São Paulo e divididos em 16 classes, além de duas orquestras acadêmicas com cerca de 60 alunos cada. tudo transmitido simultaneamente para as salas de aula virtuais da plataforma Educação Osesp, num total de 800 horas de aulas para aperfeiçoamento profissional.
Haverá ainda o Prêmio Eleazar de Carvalho, dedicado ao maestro criador do festival, que premiará o músico destaque do evento. As apresentações seguirão respeitando rigorosamente os protocolos de segurança e saúde, bem como as restrições em vigor nas respectivas cidades. Serão formatos reduzidos de orquestras, com ênfase na música de câmara, além de apresentações de, no máximo, 1h de duração.
Programação artística
O eixo Clássico traz como destaques as celebrações dos 250 anos de Beethoven (comemorados em 2020) e do centenário de Astor Piazzolla, celebrados em 2021. Haverá ainda obras compostas por mulheres, do passado e do presente, como Fanny Mendelssohn, Cécile Chaminade, Lili Boulanger e as brasileiras Clarice Assad e Marisa Rezende, entre outras.
A Osesp, comandada por seu Diretor Musical e Regente Titular, Thierry Fischer, faz o concerto de abertura do Festival, neste sábado (3), às 20h, no Auditório Claudio Santoro, interpretando a Sinfonia nº 2, de Rachmaninov. Nesse mesmo palco, ao longo do festival, apresentam-se também: Orquestra Jovem do Estado - Ojesp, São Paulo Chamber Soloists, Orquestra do Theatro São Pedro, Orquestra Experimental de Repertório, entre outras, além da Orquestra do Festival, que neste ano será dividida em dois grupos por conta dos protocolos sanitários — um sob regência de Cláudio Cruz e outro com Giancarlo Guerrero.
Haverá ainda um terceiro grupo do eixo pedagógico, este formado por bolsistas e professores do Festival interpretando um programa barroco, sob direção do violinista Luis Otavio Santos.
O Auditório Claudio Santoro também será palco de 20 concertos de câmara, com nomes como os pianistas Hércules Gomes e Lucas Thomazinho, o Quarteto Camargo Guarnieri, o Quarteto Osesp e o Escualo Ensemble.
Na Sala São Paulo, a Jazz Sinfônica realiza quatro concertos unindo a música orquestral ao repertório popular. Os convidados serão Roberta Sá (4/7), Nelson Ayres & Vanessa Moreno (11/7), Mart’nália (18/7) e Renato Braz (1º/8).
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