Angelina explica que ele não sabia identificar, nem mesmo, as letras do alfabeto. Escreveu o seu livro usando o alfabeto móvel, fez as ilustrações e, com isso, se superou.
Atualmente, ele já está alfabetizado, destaca.
Todos os trabalhos dos alunos podem ser acessados pelo site do projeto (superautor.com.br). Basta ter um código de cada livro. Há também a opção de imprimir e adquirir uma cópia.
Etapas
Angelina explica que a ideia de usar o projeto surgiu após uma coordenadora da escola conhecer o “Superautor” em uma rede social.
Durante as férias de julho deste ano, a docente teve acesso a uma série de vídeos-aulas sobre a aplicação da tecnologia. Ela dividiu em etapas, sendo que as três primeiras foram realizadas com produção do material e correções em sala de aula.
Depois, os alunos passaram a trabalhar nos computadores do laboratório de informática. Com isso, eles tiveram os primeiros contatos com a formatação do livro. Aqueles alunos que tinham a oportunidade, também mexiam no sistema de casa, com a ajuda dos pais ou responsáveis.
No total, o projeto durou cerca de cinco meses para ser finalizado e impresso no formato de livro. “Foi um desafio, porque é o uso da tecnologia. A gente iniciou na sala de aula, trabalhando vários gêneros textuais, incluindo as lendas. Eles também escolheram qual texto eles iriam fazer”, explica Angelina.
Protagonismo
“A gente tem uma dificuldade muito grande com os alunos na leitura e compreensão dos textos. Então um dos nossos focos é esse. Além da aprendizagem, o projeto trouxe outros valores agregados. A gente precisa desenvolver nesses alunos a autonomia, solidariedade e a competência”, ressalta a diretora, Luciana da Silva Benevides.
“Com o projeto, percebemos a evolução do aluno, o protagonismo. No dia do evento no shopping, eles mesmos falaram do protagonismo. Eles têm o próprio livro, eles criaram. Eu falo pra eles: O que é ser protagonista? É fazer a diferença. E vocês estão fazendo”, finaliza Angelina.
