“A ideia, inicialmente, era estudar pintura e como eu não estava acostumado a desenhar cenários, comecei a estudar ambientação e perspectiva. Como objeto de estudo, usei pontos da cidade de Araçatuba como referência”.
Na série, lugares como as praças Getúlio Vargas e João Pessoa, rodoviária, estádio Adhemar de Barros, avenida Brasília e outros, ganham um aspecto sombrio, até com personagens fictícios.
“Quando terminei, vi que o tom do desenho estava escuro e obscuro, e eu não tinha me dado conta como foi possível projetar tudo que eu estava sentido numa imagem que eu conheço e visito regularmente”, conta.
Murais
Além de atuar como ilustrador digital, Rach é muralista. Sua relação com esse tipo de arte é mais antiga e ele lembra que tudo começou com um evento, chamado Plural, que aconteceu em 2017, em Araçatuba. O festival trouxe artes de várias linguagens e atividades relacionadas à temática Queer e LGBTQIA+.
“Nesse evento, os organizadores trouxeram um artista brasileiro, de renome internacional, o Suriani. Ele trabalha com uma técnica chamada lambe-lambe (processo de pintural em papel que é aplicado sobre paredes). O Suriani colou varias drags pela cidade e logo após o término do festival, várias drags foram depredadas, tiveram suas cabeças arrancas”.