Cultura

Atrações locais e nacionais encerram Festival de Música Instrumental em Araçatuba 

Programação começa às 14h, com Conversa Tocada; os shows têm início às 18h, na praça João Pessoa 

Manu Zambon* - Hojemais Araçatuba 
25/08/19 às 08h30
Robertinho Silva participou de vários festivais de música em New Port, Berlim, Free Jazz Festival e JVC New York (Foto: Divulgação)

A 5ª edição do MIA (Festival de Música Instrumental em Araçatuba) chega ao fim neste domingo (25), trazendo grandes atrações gratuitas para o público. Além de duas conversas tocadas, o evento se despede do município com shows na praça João Pessoa.

A programação aberta ao público tem início às 14h, com os músicos Airto Moreira e Robertinho Silva, no teatro municipal Paulo Alcides Jorge (rua Armando Sales de Oliveira, s/n), com entrada gratuita. Os ingressos são distribuídos uma hora antes do evento.

Os dois nomes são grandes representantes da bateria e da percussão brasileira. A dupla estará acompanhada por Carlos Ezequiel (bateria), Sizão Machado (contrabaixo) e Fabio Leandro (piano). No encontro, os músicos vão contar histórias de suas parcerias musicais e tocar temas de momentos importantes de suas carreiras.

Em agosto de 1981, no 29º Annual International Jazz Critics Poll, da revista “Down Beat”, Airto Moreira foi escolhido o percussionista do ano na opinião de 55 críticos de jazz de todo o mundo.

Ainda no cenário mundial da música, nos Estados Unidos participou da gravação do álbum Bitches Brew, de Miles Davis, na faixa Feio. Junto de sua esposa gravou vários álbuns e coproduziu diversos de seus trabalhos.

O percussionista e baterista carioca Robertinho Silva aprendeu a tocar por conta própria, e aos 15 anos já trabalhava profissionalmente em bailes. Em 1969 conheceu Milton Nascimento, com quem tocou por 25 anos. Robertinho fez outros trabalhos, como sua participação na Banda Impacto 8, liderada pelo trombonista Raul de Souza.

 

Edgar Scandurra encerra Conversa Tocada neste domingo pelo Festival (Foto: Divulgação)

Edgar Scandurra

Às 16h, no mesmo local, o guitarrista Edgar Scandurra, da banda Ira!, finaliza a Conversa Tocada do festival. Também sob a mediação da radialista e consultora musical Patricia Palumbo, ele fala sobre sua trajetória. Os ingressos também são distribuídos uma hora antes. 

“Eu vou falar sobre minha história, da minha infância, primeiras músicas, bandas, influências, meus discos e quero dividir com o público o protagonismo do bate-papo”, disse Scandurra ao Hojemais Araçatuba .

Atualmente, Scandurra e o vocalista Nasi estão trabalhando com o projeto Ira! Folk, conseguindo se apresentar em teatros e lugares menores, onde a banda não caberia. “As músicas ganham roupagens inéditas a cada concerto. Amo improvisar e surpreender a todos, inclusive o Nasi”, brinca.

Sobre novos projetos, ele adianta que o Ira! já está em estúdio preparando um novo disco, depois de 12 anos sem gravar.

O músico foi eleito algumas vezes como o melhor guitarrista do Brasil. Para ele, que conheceu a guitarra ainda na infância e tocou violão pela primeira vez aos 7 anos, a música, assim como a água, é o que constitui o seu corpo.

Nomade Orquestra traz influências do funk 70, jazz, dub, rock, entre outros ritmos (Foto: Divulgação)

Sonoridades

Já na praça João Pessoa, o festival faz seu encerramento com uma série de shows e apresentações performáticas. A programação tem início às 18h, com o grupo Black Mantra, com show de seu primeiro disco, lançado em 2017. Além das músicas autorais, o espetáculo traz canções de vários ícones do funk, como The JBs, Jorge Bem e Tim Maia.


Super Banda foi montada exclusivamente para o festival (Foto: João Tavares Kawasaki)

Em seguida, o Conexão MIA traz a inédita Super Banda, produzida especialmente para o festival e composto apenas por mulheres. A formação é composto pelas artistas Angieli Queiroz, Ariane Bego, Beatriz Marques, Juliana Romão e Viviane Nukamoto, todas de Araçatuba e região.

Nomade Orquestra faz a última apresentação, trazendo para Araçatuba uma miscigenação cultural. No trabalho autoral do grupo, influências do funk 70, jazz, dub, rock, afrobeat, ethiogrooves e outras expressões sonoras. O grupo já circulou em grandes festivais e circuitos do Brasil e da Europa.

Entre as apresentações, o público ainda confere o trabalho do grupo performático Tríetà, da Bahia. Em voga, ancestralidade, fé, identidade e luta. O grupo é formado pelas percussionistas Lenynha Oliveira, Ratinha e Daniela Penna. Juntas, elas trazem o espetáculo-intervenção “ELÔ.

*Colaboração de Renata Juliotti

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