Amor
“O espetáculo traz um torturador e uma mulher. A única coisa que ele precisa saber é o nome dela. E essa mulher não fala o seu nome, ela usa um codinome, provavelmente assim como muitos guerrilheiros. E aí começa uma agressão. (...) É um texto polissêmico, muito aberto para interpretações. (...) A gente sabe que pisa num terreno superdelicado, porque é um espetáculo muito violento”, explica Mauro.
O diretor explica que a peça se passa em dois tempos, passado e presente. Para fazer esses choques temporais, o palco recebe apenas dois atores em cena: Ele (Ed Barba) e Ela (Luana Oliveira).
A sugestão de usar o texto de Pavlovsky veio do próprio Mauro, que conheceu a obra há 10 anos, em uma livraria em Belo Horizonte. Segundo Mauro, a obra original possui uma estrutura contemporânea, onde espaço e tempo são sugeridos e não impostos, cujas personagens também não possuem nomes. O texto-poema, como ele enfatiza, é curto, porém extremamente perturbador.
Mauro também assina a cenografia e iluminação. Figurinos e cenotecnia são de Valtemir Jurca, e fotografia e vídeos, Flávia Baxhix. A peça terá duração de 60 minutos e classificação etária de 14 anos.
“Estamos com muito cuidado para manusear isso, porque ainda tem essa questão da violência contra a mulher, que nós vamos levar a fundo, mas mais do que isso (sem naturalizar ou diminuir), é discutir o que está acontecendo lá fora, essa revolução que a gente não sabe do que que é, porque essa mulher está ali dentro, sendo torturada, de como surge essa paixão. É um mergulho profundo”, destaca.
