Após a publicação no Hojemais Araçatuba de matéria sobre a aprovação pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico), do projeto arquitetônico de restauro do Centro Cultural Ferroviário (antiga Oficina de Locomotivas da NOB) e a ideia de transferir a Câmara para o espaço, o CMPCA (Conselho Municipal de Políticas Culturais de Araçatuba) se pronunciou, afirmando não ter sido informado sobre essa possibilidade.
A Câmara Setorial do Patrimônio Cultural do CMPCA encaminhou à reportagem nota com seu posicionamento sobre o fato, dizendo que vem sendo constantemente negligenciada no que diz respeito às questões culturais da cidade.
" Assim, a setorial só ficou sabendo dessa ideia de alteração, do projeto para a GARE, por meio deste jornal. Não é a primeira vez que o Conselho é desprezado. Essa prática, inclusive, já foi objeto de reclamação em reunião ordinária do Conselho. Nosso posicionamento em relação ao que lemos no jornal é de total indignação ". O texto destaca que a Prefeitura tem a obrigação constitucional de comunicar e consultar o conselho.
No manifesto, a setorial se diz indignada com o fato de ter sido pago aproximadamente R$ 500 mil para a realização do projeto, porque o mesmo pode ser desconsiderado pela administração municipal para incluir a Câmara no local.
" Desconsiderar esse projeto para adotar um outro, de forma a instalar a Câmara Municipal naquele espaço é, no mínimo, exemplo cabal de total falta de planejamento, inépcia e mau uso do erário. Não viram isso antes?Defendemos, inicialmente, que o espaço da GARE seja coberto, para evitar maiores danos ao bem, que já foi espoliado e vandalizado. Nossa defesa é que o projeto seja executado, e que o bem se transforme no extraordinário espaço cultural idealizado no projeto ".
" A secretária reclama da dificuldade de conseguir os 10 milhões de reais para a execução do projeto, e parece resolver essa questão com a alteração do projeto e com a transferência da Câmara. No entanto, ela sequer nos comunicou, muito menos nos consultou, para sabermos o que pensamos, nós, que somos os representantes do povo. Vale lembrar aqui que, segundo o regimento, o conselho tem caráter normativo, propositivo, orientador, consultivo, recursal, deliberativo e fiscalizador das ações culturais do Município. Desejamos, conjuntamente com o executivo, participar e buscar as melhores soluções para a cidade ".
Temor
Em nota, o conselho ainda expressa que teme que a Prefeitura esteja elaborando um projeto que inclua não só o Centro Cultural, mas também a antiga plataforma da Estação Ferroviária, a Casa do Engenheiro (atual Museu Histórico e Pedagógico Marechal Cândido Rondon) e a Vila Ferroviária. E que, nesse grande projeto, a plataforma seja demolida.
