Segundo a atriz, desde abril de 2020, ao completar um mês quarentena, ela já estava fazendo lives, explorando essa nova possibilidade de comunicação pela internet. Seu Instagram virou um canal, destaca.
Em seguida, Paula entrou em cartaz por um mês, pelo Instagram, com um monólogo do diretor e roteirista Vitor Steinberg. Com o mesmo solo, participou da edição on-line de 2020 do Festara (Festival de Teatro de Araçatuba).
Além de ter seguido com ciclos de lives com temas diferentes, assistiu a trabalhos on-line e começou a perceber que surgiam muitas peças virtuais pelo Zoom, com ingressos vendidos pelo Sympla. Nessa época, fez curso de interpretação e análise de texto, e viu que funcionava.
Por meio de uma oficina ministrada pelo diretor Nelson Baskerville, integrou a peça on-line Terminal Só, que surgiu como resultado desse encontro. Seu solo foi Aranha Pirata. Terminal Solo deu tão certo, que estreia a terceira temporada em agosto.
Seu último trabalho em cartaz no meio on-line veio de outra oficina, dessa vez com o ator Marcelo Várzea. A peça Inconfessáveis 2 ficou em cartaz em junho. A proposta, segundo ela, era muito interessante, pois eram cenas curtas, onde o público julgava se a história era verdadeira ou não.
“No on-line você tem a possibilidade de se conectar com pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo, que não conseguiriam estar juntas, e também possibilitou a pessoa que nunca tinha ido ao teatro, no espaço físico do teatro, a assistir teatro. Tivemos vários relatos no Terminal Solo de pessoas que nunca tinham ido e ficaram superemocionadas. Se sentiram acolhidas”.
Desafios
“Também tem uma outra coisa que foi legal, mas que é mais desafiadora. Nós, enquanto atrizes e atores, deixamos de exercer apenas o nosso papel, que é muito complexo, porque a gente estuda muito, se prepara, prepara o corpo e a voz, tem a interpretação de texto, para pensar a cena, operar câmera e o som, criar trilha, luz, cenário”, complementa.
Para ajudar nos ensinamentos sobre métodos audiovisuais, Paula recebe a participação do produtor audiovisual Bill Marques, que há 17 anos desenvolve produções publicitárias e documentais, como diretor de cena, diretor de produção, cinegrafista e editor.
“Acredito que um ator se forma pela pluralidade de métodos e experiências que acumula ao longo de seus estudos e trabalhos, a fim de encontrar sua maneira singular de atuar. Por isso, além de trabalhar aptidões emocionais como a coragem, tranquilidade e desinibição para estar em frente a uma câmera fazendo uma cena, a proposta é proporcionar uma experiência rica e prática com a montagem de um exercício espetáculo que será apresentado online em tempo real”, finaliza Paula.