Guimarães Rosa, Carolina Maria de Jesus, Ferreira Gullar e outros nomes importantes da literatura, agora estão pelas ruas de Araçatuba (SP). O projeto "Poesia no Muro" tem como proposta levar citações poéticas para a população e ainda deixar a cidade mais bonita, por meio de desenhos e cores.
A iniciativa, que já coloriu alguns muros do município, será lançada oficialmente pela AAL (Academia Araçatubense de Letras) e GE (Grupo Experimental), no próximo sábado (19), às 9h. O evento é aberto ao público e ocorre na sede da AAL, na rua Joaquim Nabuco, 210, Centro. É obrigatório o uso de máscara no local.
A ideia é da professora Marisa Barbosa, que viu iniciativas semelhantes a essa em outras cidades. A AAL abraçou a ideia, com o apoio do presidente Arnon Gomes dos Santos.
O projeto começou a ser discutido em setembro passado e foi colocado em prática com a pintura do primeiro muro em dezembro, na rua Fagundes Varela esquina com a Pedro de Toledo, no Jardim do Prado. A frase escolhida pelo professor e escritor Tito Damazo, proprietário do imóvel, foi de Guimarães Rosa: “Tudo o que muda a vida vem quieto no escuro sem preparos de avisar”.
Depois de algumas reuniões de acadêmicos e membros do GE, os interessados foram divididos em equipes de trabalho, incluindo os artistas plásticos Mauro Soh, que tem experiência como muralista, Duxtei Vinhas Ítavo e Wanilda Borghi.
Muros
A partir de então, mais cinco muros foram pintados: em um estabelecimento comercial da rua Almirante Barroso (Vila Mendonça), avenida Umuarama (Jardim Concórdia), na Tobias Barreto (Jardim Alvorada), na Cabo Francisco de Alencar Rocha esquina com a Castro Alves (São Joaquim) e na José Rico Belda esquina com a Montese (Jardim Palmeiras).
De acordo com o grupo, ao menos cinco muros estão na fila de espera para receberem arte e poesia.
O auditor fiscal Francisco Carlos Pereira diz que se emocionou ao ver uma citação de Guimarães Rosa no estabelecimento comercial da rua Almirante Barroso, perto de sua casa. “Esse projeto é fundamental, pois a cultura anda esquecida e tão maltratada no País”. Francisco Carlos acha que o projeto é um resgate cultural e se compromete a divulgar nos seus círculos de amizade.
Custos
O coordenador geral do projeto, o escritor Hélio Consolaro, explica que a AAL não cobra pelo trabalho e nem paga para que a pintura seja feita nos muros. Para custear as despesas, será lançada uma campanha de doações.
Interessados em colaborar, podem fazer suas constribuições pelo Pix da academia, cuja chave é o CNPJ da entidade: 59764332/0001-95. Duas lojas (Merighi Tintas e Arena Tintas) já colaboraram com doações. Empresas que tiverem interesse em apoiar o projeto, com doação de materiais, terão seus nomes divulgados nas atividades da AAL, informou o grupo.
*Com informações da assessoria de imprensa do projeto
