Birigui recebe a nova turnê da banda Raimundos, que comemora os 25 anos do lançamento de seu primeiro álbum, nesta sexta-feira (19), às 20h, no Sesc Birigui. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria ou no portal da instituição.
Para trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, credenciados no Sesc, e seus dependentes, o valor é R$ 9. Aposentados, pessoas com mais de 60 anos, deficientes, estudantes e servidores da escola pública com comprovante, podem adquirir o convite no valor de R$15. Para o público em geral, R$ 30.
Digão (vocais, guitarra), Canisso (baixo), Marquim (guitarra) e Caio (bateria) se unem a Fred Castro, baterista da formação original da banda, para contar a trajetória do grupo. “Foi crucial a presença do Fred, trouxe a vibe e a sonoridade que essa tour precisava! Na verdade, o Fred nunca saiu do Raimundos, a alma dele sempre se fez presente, melhor ainda com ele junto”, explica Digão.
Trajetória
Para esta turnê a banda contou ainda com a produção de Carlos Miranda e a colaboração da banda Titãs.
A banda de rock foi formada 1987, em Brasília, pelo então baterista Digão, o ex-vocalista Rodolfo Abrantes, Canisso, com a entrada de Fred Castro na bateria, um ano depois. O nome veio de uma de suas maiores influências, os Ramones.
O primeiro álbum, lançado em 1994, pelo selo ‘Bangela’ dos Titãs, vendeu mais de 150 mil cópias. O som pesado, com letras cheias de palavrões e com fortes influências nordestinas misturadas à sonoridade eletrizante do rock, chamou a atenção da mídia e do público, com canções como “Puteiro em João Pessoa”, “Nega Jurema” e “Marujo”. Mas o grande sucesso do álbum foi a balada pornô-erótica “Selim”, que impulsionou as vendas do disco e tornou a banda conhecida no país inteiro.
Desde então foram oito discos autorais, 30 anos de estrada e mais de cinco milhões de cópias vendidas.
Cena
Neste Dia Mundial do Rock, Digão explica as mudanças do cenário atual: “O problema do Brasil não está no rock, está na raiz do brasileiro que acha que não merece ser um país foda, um complexo de inferioridade intrínseco e uma vontade de se dar bem sem o devido esforço”.
“A relação dos jovens com a música mudou drasticamente e de uma forma que beira o descartável. As músicas de hoje são feitas e oferecidas em “bacia”. Dá uma sensação estranha porque pra mim música é algo muito importante, o que você gosta diz muito sobre você”, completa o músico.
*Com supervisão de Manu Zambon