A Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba (SP) informou nesta segunda-feira (27) que prorrogou o prazo para finalização da análise e julgamento dos editais deste ano vinculados ao Fundo Municipal de Apoio à Cultura.
A prorrogação foi solicitada pelo Conselho Municipal de Cultura e o prazo passa a ser dia 10 de janeiro de 2022 para a publicação dos pareceres dos conselheiros com relação aos projetos inscritos. Anteriormente, a data final era 22 de dezembro.
No total, são seis editais abertos pela Secretaria Municipal de Cultura, ligados ao fundo municipal, que estão em andamento.
Os editais são direcionados à contratação de projetos que visam as temáticas: exposição inédita de artes visuais, produção e difusão on-line de espetáculo de dança, teatro e circo, eventos culturais, evento de qualificação e/ou formação profissional na área de dança, publicação de livros inéditos e cultura popular, urbana, negra, indígena e LGBTQIA+.
Atraso
De acordo com a presidente do conselho, Fernanda Colli, a solicitação de um prazo maior para finalizar a análise e julgamento se deu devido a um atraso, ocorrido por conta das pendências de editais anteriores. De acordo com Fernanda, houve a necessidade de mudar os projetos, pois os mesmos seriam realizados de forma presencial e com a pandemia, precisou ser alterado para digital.
"O conselho conseguiu atender a demanda de todos projetos que estavam pendentes. Mas nesse meio tempo, tivemos o edital do 'Arte em Casa' e a debandada dos conselheiros devido ao entendimento de que os conselheiros não poderiam apresentar os projetos dos editais do fundo. Com isso, ficamos com poucos conselheiros para muitos projetos que foram distribuídos nas câmaras setorais".
Para a presidente, os editais são uma prova de que o conselho necessita de reformulação, para adequá-lo e possibilitar que os conselheiros, que são artistas e trabalhadores da cultura, também possam participar com seus projetos.
"É muito complicado um artista participar de um conselho sem poder exercer sua arte. Isso complicou um pouco. Fico entristecida porque, erroneamente, muitas pessoas acabam levando o conselho de uma forma política ou até manipular algumas coisas, culpar o conselho ou conselheiros por alguma coisa. Somos voluntários e fazemos o que a gente consegue pela arte e para a cultura".
