Economia

Academias querem autorização para trabalhar

"As academias desejam voltar a atuar, trabalhando com responsabilidade e protegendo seus funcionários e clientes"

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
22/04/20 às 09h53

Representantes de academias de Araçatuba (SP) realizam um ato na manhã desta quarta-feira (22) na frente da Prefeitura, para reivindicar o direito de retomarem as atividades.

Um documento assinado por todos eles seria entregue ao secretário municipal de Esportes, Sérgio Tumelero, para que seja encaminhado para que o prefeito Dilador Borges (PSDB) analise e pontue as condições de funcionamento.

O proprietário da Performance Academia, Renato Pereira Pessoa, participou do ato e falou nome do grupo.

Ele explicou que o que os empresários do setor querem, é o direito de retornarem às atividades de forma gradual, como vem ocorrendo com demais setores da economia, seguindo as regras sanitárias e de distanciamento.

"As academias desejam voltar a atuar, trabalhando com responsabilidade protegendo seus funcionários e clientes", explica.

Entre outras coisas, seria obrigatório o uso de máscaras, a higienização do ambiente e mantendo o distanciamento entre os clientes, até mesmo com distribuição de senhas para o acesso, controlando o fluxo de pessoas.

Prejuízo

A justificativa para o pedido, é o prejuízo financeiro que as academias estão tendo com as atividades suspensas há um mês.

“O ganho financeiro dessas empresas está praticamente zero. São aproximadamente de cinco a dez funcionários por cada academia. Somando 50 academias, imagine o prejuízo que isso pode causar para a sociedade e o desemprego”, argumentou.

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Fechamento

A suspensão das atividades em todas as academias de Araçatuba foi definida em reunião no dia 20 de março, na Prefeitura, entre reunião de representantes do setor e o prefeito. Na ocasião, Dilador gravou um vídeo junto com o grupo que foi recebido por ele, no qual, agradece o apoio.

Naquele momento, ainda não havia sido editado o decreto municipal que determinou a quarentena em Araçatuba por 15 dias, a partir de 23 de março.

Também no vídeo, um dos representantes do setor disse que a decisão levava em conta a segurança e saúde dos alunos, mas que esperariam retornar ao trabalho de dez a 20 dias.

O decreto municipal de quarentena não foi reeditado, mas desde 24 de março está em vigor a quarentena que suspende os serviços não essenciais até o próximo dia 10 de maio.

Nesta quarta-feira, a administração municipal vai anunciar um decreto flexibilizando a retomada de alguns setores, mas ainda não há detalhes.

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