Sempre eu disse a amigos de outras cidades que o rio Tietê em Araçatuba (SP) não é poluído. Descobri recentemente, com frustração, por uma reportagem do portal IG que não existe lugar não poluído do nosso caudaloso manancial. Há níveis de poluição.
Tietê é um rio que quase nasce no mar (Sales-SP, onde é limpo) e deságua no rio Paraná, sendo essencialmente paulista, 1.100 km. Em Araçatuba, fornece água para o consumo depois de tratada, e em sua margem há belíssimos locais para o lazer. Por ele, passa uma longa ponte ligando as duas partes do Estado.
Um estudo inédito apresentado pela deputada Marina Helou (PSB), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) derruba essa percepção. Pela primeira vez, uma expedição percorreu toda a extensão do Tietê e concluiu que não existe mais nenhum trecho completamente livre de contaminação.
Sofre há décadas com o impacto do esgoto doméstico, resíduos industriais e descarte incorreto de lixo. Na época das secas, a poluição sacrifica mais o Tietê.
Em Salto, ao passarem pelas corredeiras e quedas, a agitação da água produz enormes camadas de espuma tóxica com a poluição trazida da Grande São Paulo, que pode causar irritações na pele e nos olhos.
A despoluição do rio Tietê, principalmente na Grande São Paulo, sempre é objetivo dos governos estaduais, mas as ações caminham lentamente, principalmente no governo Tarcísio. O rio precisa constar com força na pauta dos candidatos.
