Economia

Apas de Araçatuba inaugura sede própria no New York Tower

Com auditório para mais de 50 pessoas e lousa interativa, ambiente foi preparado para atender necessidades dos associados

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
16/02/22 às 19h31
Inauguração contou com a presença do presidente da Apas, Ronaldo dos Santos, e de autoridades locais (Foto: Lázaro Jr./Hojemais Araçatuba)

A regional de Araçatuba da Apas (Associação Paulista de Supermercados) inaugurou a sede própria, instalada no New York Tower, edifício comercial localizado na avenida Brasília.

Um coquetel de inauguração foi realizado na noite de terça-feira (14), com a presença de autoridades, entre elas, o presidente da Apas, Ronaldo dos Santos, que destacou a importância da regional, que soma 73 supermercados associados e uma rede de 103 lojas.

De acordo com ele, a Apas possui sede na Capital, quatro distritais na região Metropolitana e 12 regionais. A de Araçatuba responde por 2,03% do faturamento do setor supermercadista no Estado, o que equivale a mais de R$ 942 milhões.

Além disso, atualmente esses supermercados empregam mais de 5 mil pessoas, com mais de 100 novos postos de trabalho criados no último trimestre.

“São Paulo é um Estado diferenciado, pois tem essa característica de um interior forte e pujante. E eu há 20 anos viajo pela Apas e percebo que Araçatuba tem se desenvolvido, com muitos prédios, avenidas amplas e em está em pleno desenvolvimento. Por isso escolhemos o melhor edifício da cidade para ser nossa sede regional”, comentou.

Estrutura

De acordo com Santos, mais importante do que estar em um prédio bonito, que oferece conforto, um ambiente adequado e com boa localização, é o que a associação poderá realizar junto com os associados na sede própria.

Além de um moderno layout e ampla infraestrutura, a sede conta com tecnologia de ponta para a realização de treinamentos  para os associados e colaboradores. Foi montado um auditório com mais de 50 lugares, equipado com uma lousa interativa, que permitirá a realização de aulas presenciais, videoconferências e treinamentos online.

O presidente da Apas informa que a entidade possui escola com uma grade de cursos que são ministrados durante o ano todo, vários deles online, e que esses serviços estarão disponíveis para os associados na região.

Investimento

O diretor regional da Apas, Luiz Castilho Jerônimo, conta que até então o atendimento aos associados era feito em um prédio alugado na rua Cussy de Almeida e que a sede própria já estava pronta havia mais de um ano. Entretanto, em função da pandemia, a inauguração vinha sendo adiada.

“Ficamos dois anos com o atendimento de forma virtual e agora podemos retomar o atendimento presencial”, explica.

Ele também enaltece o investimento feito na parte tecnológica, tornando a sede adequada para atender da melhor maneira possível os associados. “Nós temos a grade completa com cursos para açougue, reposição, de RH (Recursos Humanos), de como melhor atender, tudo para oferecer algo a mais para o cliente”, informa.

Organização

O prefeito Dilador Borges (PSDB), convidado para o evento, comentou que a inauguração da sede própria da Apas em Araçatuba é consequência da organização dos empresários do setor.

“A sociedade tem que se organizar. E a sociedade mercantil, comercial também tem que ser organizar e esse é o papel que a gente vê aqui nessa noite: a Apas se organizando, se fortalecendo, mesmo com todas as dificuldades que passamos”, comentou.

O presidente da Câmara, Alceu Batista de Almeida Jr. (PSDB), o Dr. Alceu, também esteve presente.

Apas prevê que ano ainda será de recuperação

O presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados), Ronaldo dos Santos, prevê que 2022 ainda será um ano de recuperação para o setor, que de acordo com ele foi bastante prejudicado pela pandemia, como os demais setores da economia no Brasil e no mundo.

Para ele, a tendência é de que somente no próximo ano a economia voltará a caminhar de maneira melhor. “O que a gente pede a Deus é para não ter uma nova crise, pois a pandemia foi muito ruim para a população e a consequência foi alta dos preços”, comentou.

Santos explicou que a pandemia desestruturou as cadeias produtivas, principalmente de alimentos, o que afetou o consumidor. De acordo com ele, o setor apresenta queda de faturamento real pela perda do poder aquisitivo da população e será preciso tempo para corrigir essa situação.

“Este ainda será um ano difícil devido à alta do desemprego. O setor contratou razoavelmente, mas o desemprego ainda é alto e os preços devem se manter elevados em 2022. O setor é essencial, mas sente bastante a crise. Teremos eleição e a esperança é de que em 2023 a economia voltará a caminhar melhor”, comentou.

Pandemia

Ele elogiou o fato de a Prefeitura de Araçatuba não ter fechado os supermercados durante os períodos mais críticos da pandemia, pois algumas cidades no Estado tiveram que tomar essa medida. E cobrou da diretoria regional da Apas que incluam mulheres em seu quadro.

O presidente da associação também falou da instalação dos grandes atacarejos em Araçatuba, citando que a concorrência é importante para o setor, que tem espaço para todos.

Região

O diretor regional da Apas, Luiz Castilho Jerônimo, também comentou das dificuldades do setor de supermercados, que no início da pandemia teve aumento nas vendas, mas depois, com a retomada das atividades econômicas, viu o movimento recuar.

Ele disse que mesmo diante desse cenário o faturamento do setor se manteve estável, porém, houve queda no volume vendido. “Isso quer dizer que com o aumento dos preços, o consumidor perdeu poder aquisitivo, conseguindo comprar menos com o mesmo dinheiro” , argumentou.

Carne

Um exemplo citado por ele foi a carne bovina, que teve um crescimento de 3% no ano passado no valor comercializado, mas registrou queda de 20% no peso do produto vendido.

“É preciso reforçar para a população que os mercados não são os vilões, pois apenas repassam os preços dos produtos que compram. Todo mercado quer ter preço bom, qualidade, atendimento, um mix variado e uma loja limpa e bonita. Mas se custa mais, tem que repassar o custo” , justifica.

Jerônimo argumentou ainda que o segmento é abençoado, por vender alimentos, e manteve o funcionamento durante a pandemia. Ele lamentou a perda de alguns amigos para covid-19, mas citou que o setor seguiu todas as regras de prevenção, por isso conseguiu manter grande parte da mão de obra. 

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