Reunião com comerciantes e empresários aconteceu na manhã desta quarta-feira, na Prefeitura de Araçatuba (Foto: Hojemais Araçatuba)
Em encontro realizado na manhã desta quarta-feira (22) na Prefeitura de Araçatuba (SP), a administração municipal confirmou a comerciantes e empresários que será publicado decreto municipal, flexibilizando o funcionamento de alguns serviços considerados não essenciais, que estão proibidos de funcionar até 10 de maio, por força de decreto estadual.
Somente a imprensa televisiva foi autorizada a fazer imagens da reunião, por isso, não há detalhes sobre o decreto. O que foi adiantado é que basicamente será seguido o decreto em vigor desde o último dia 16 em São José do Rio Preto.
No município, estão permitidas as atividades dos seguintes setores:
- óticas e lojas de produtos ortopédicos e similares;
- bancas de revista/jornais;
-escritórios de advocacia, contabilidade e imobiliárias (com acesso restrito);
- lojas de materiais de construção;
- lavanderias;
- barbearias e cabeleireiros com limitações (agendamento de clientes e uso obrigatório de máscaras especiais número 95 pelos atendentes);
- todos os comércios de alimentos (bares, lanchonetes e restaurantes com atendimento presencial, sem consumo no local);
- hotéis;
- estacionamentos;
- produtos agropecuários;
- consultórios e serviços odontológicos;
- assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e comércio de peças, acessórios para carros, motos e bicicletas.
Porém, esses prestadores de serviço devem sujeitar-se às regras gerais de higiene e distanciamento social já previstas.
Quarentena
A quarentena que determinou a suspensão dos serviços não essenciais em Araçatuba entrou em vigor em 23 de março, por força de decreto municipal, com previsão de 15 dias de duração.
Entretanto, no dia 24, entrou em vigor o decreto estadual com no mesmo sentido, também prevendo a suspensão dos serviços por 15 dias. Ao final desse prazo, o governo do Estado decidiu prorrogar a validade do decreto pelo mesmo período, ou seja, a quarentena deveria terminar nesta quarta-feira.
Ocorre que houve nova prorrogação por parte do Estado, mantendo os serviços essenciais suspensos até o próximo dia 10 de maio.
Mudanças
Segundo o que foi informado pela administração municipal, já há um decreto elaborado e durante a manhã, comerciantes e empresários participaram de uma reunião para discutir as regras de funcionamento.
Porém, essas regras só devem ser confirmadas após o pronunciamento do governador, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, a partir das 12h30.
Abertura
Durante o pronunciamento, Doria começa a anunciar as medidas de abertura gradual da atividade econômica. Segundo o que foi adiantado pelo Estado, a quarentena segue mantida até dia 10, quando será comemorado o Dia das Mães.
Porém, a partir do dia 11, parte dos negócios devem ser autorizados a funcionar, com regras. Inicialmente voltam os comércios de rua, enquanto a liberação para os shoppings aconteceria em um segundo momento.
Flexibilização
Durante o programa Jornal de Verdade da Rádio Cultura FM de Araçatuba, o radialista Marco Serelepe entrevistou por telefone, o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.
Ele questionou sobre o entendimento do governo do Estado com relação à flexibilização do funcionamento de algumas atividades, feita por algumas prefeituras, e foi informado que isso é possível.
O exemplo usado foi o da Prefeitura de São José do Rio Preto.
“O que a gente dialoga, é que se possa manter a população em segurança... cada vez mais, através do diálogo, a gente tentar chegar num consenso com os prefeitos, pedindo que respeitem as regras”, justificou.
Ele afirmou que se Araçatuba seguir o decreto de Rio Preto, não haverá contestação por parte do estado.
Necessário
Ainda em entrevista, Vinholi argumentou que só foi possível o achatamento da curva de crescimento dos casos de covid-19 no Estado, e principalmente no interior, graças às medidas adotadas, entre elas, a quarentena.
E ele garantiu que após retorno das atividades, o governo tomará medidas necessárias para impulsionar o comércio e fazer o Estado voltar a crescer.