Economia

Banco digital quer expandir negócios na região de Araçatuba

Simone Abravanel, fundadora do Pitaia Bank, esteve em Araçatuba para apresentar serviços de seu banco a empresários da região

Hugo Rocha - Hojemais Araçatuba
05/03/20 às 20h15
Simone Abravanel apresentou os serviços do Pitaia Bank na sede da Acia com o advogado Guilherme Hildebrand (Foto: Hojemais Araçatuba)

Na seara das movimentações financeiras digitais, o Pitaia Bank, banco que vem ganhando espaço e sendo referência nas transações que utilizam o blockchain para garantir a integridade e autenticidade dos valores, foca na expansão de negócios e divulgação de seus serviços na região de Araçatuba.

A fundadora e CEO do banco, Simone Abravanel, esteve no município nesta semana, a convite da Acia (Associação Comercial e Industrial de Araçatuba), para apresentar os serviços que o Pitaia oferece aos clientes pessoas físicas e jurídicas.

O banco, que é 100% digital, trabalha com todos os produtos de um banco convencional, mas sem a necessidade de o usuário se deslocar até uma agência. 

Os produtos oferecidos para as pessoas físicas são: o Pitaia Trade, uma exchange de criptomoeda que comercializa bitcoins, além dos serviços tradicionais como cartões de crédito, consórcio e o câmbio. 

Para as pessoas jurídicas, a possibilidade de empréstimos e a maquininha Pitaia são alguns dos benefícios que a fintec oferece. 

No caso das maquininhas, Simone classifica o produto como algo benéfico para pequenos e médios empresários na hora de concorrer com as grandes redes. “Se você tem um comércio e vende sapatos, mas concorre com uma rede gigantesca e que tem taxas de máquina menores, no Pitaia eu derrubo as minhas taxas e facilito a vida para todo mundo ganhar”, garante a CEO. 

Simone, que criou o banco em meados de 2018, esteve em Araçatuba para atender pequenos e médios empresários. “Nós conseguimos olhar e fazer um atendimento especial para os empresários. Nós temos a capacidade de olhar coisas que os grandes bancos não conseguem atender em particularidade.”

As taxas inferiores, ela garante, também é um dos benefícios que torna o banco digital atraente. “Eu faço muita palestra para CEO de grandes empresas, explicando que se eles têm conta em banco digital, as taxas são muito menores”, detalhou Simone, que se tornou a primeira mulher a criar um banco digital no Brasil.

Criptomoedas

Para auxiliar os desbancarizados, há a possibilidade do cliente investir em criptomoedas, já que esse segmento do banco não está sob a regulamentação do Banco Central. 

“Eu tenho uma regulamentação que sigo do Banco Central, mas a minha exchange de criptomoedas não passa por essa regulamentação, ela é uma plataforma. Isso não me impede de aceitar um desbancarizado. Com isso eu vou fazer uma inclusão enorme”, ressalta Simone, lembrando que esse público movimenta cerca de R$ 800 bilhões no País por ano.

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