Com os ovos de chocolate mais caros e queda de consumo nos últimos anos, a grande aposta dos supermercadistas para esta Páscoa é o bombom, que está com preço mais acessível. Para o almoço de domingo, o destaque é a cerveja, que deve ter aumento de 6,5 nas vendas. O bacalhau aparece com vilão da data. Com preço atrelado ao dólar, o peixe está 21,8% mais caro neste ano.
De acordo com a Apas (Associação Paulista de Supermercados), apesar de o consumidor ainda sentir os efeitos da crise e a lenta retomada da economia e emprego, o varejo alimentar está otimista com as vendas do período. A expectativa é um aumento de 5% nas vendas em relação ao ano passado.
As vendas devem ser impulsionadas pelos itens mais em conta, como os bombons. “O bombom promete ser o destaque desta Páscoa uma vez que demonstra queda de 3,19% nos preços. Com o brasileiro buscando economizar, ele deve ser uma alternativa para presentear e substituir os tradicionais ovos de chocolate”, avaliou o economista da Apas, Thiago Berka.
Pesquisa feita pelo Procon
, no início do mês, aponta que uma caixa de bombom pode ser adquirida entre R$ 5,99 e R$ 10,99, nos supermercados de Araçatuba.
Altas
Do outro lado, barras e ovos de chocolate estão mais caros. As barras tiveram alta de 5,62% no acumulado dos últimos 12 meses, e os ovos, de 5%.
Os supermercados estão cada vez mais rígidos em suas encomendas com a indústria, justamente por conta da queda do consumo deste item tradicional. Algumas lojas reportaram à Apas até 40% de encalhe dos ovos pós-Páscoa.
“A redução no consumo e, consequentemente, o encalhe do produto, se deve a diversos fatores como a percepção de custo-benefício do consumidor, que aumentou nos últimos anos com o advento da internet e redes sociais, a crise econômica, a diminuição do tamanho das famílias, o aumento do número de solteiros e o envelhecimento da população”, comentou Berka.
Por conta disso, o ovo de Páscoa deve deixar de ser tendência, principalmente os ovos de mais de 500 g, que possuem um menor giro e apelo neste contexto apresentado.
Para se ter uma ideia da queda de consumo deste produto, em 2015, foram fabricados 80 milhões de ovos, já em 2017 a produção girou em torno de 36 milhões.
Bacalhau
Outro item bastante tradicional para a época, o bacalhau registrou aumento de 21,83%. “O bacalhau segue o dólar. É o câmbio quem dita se o bacalhau estará mais caro ou mais barato nas gôndolas”, afirma o economista da Apas.
A alternativa para substituir este peixe são os pescados, que também estão mais caros (2,79%), porém têm valores mais acessíveis.