Os funcionários dos caixas do BB (Banco do Brasil) voltam ao trabalho, nesta quinta-feira (11), depois de terem cruzado os braços hoje (10) em protesto pela ameaça de corte da gratificação de função, uma das medidas que constam do plano de “reestruturação” da instituição.
A greve foi de 100% em Araçatuba e Birigui, que somam sete agências. É a segunda paralisação dos caixas executivos do BB em menos de 15 dias, ambas com o apoio do Sindicato dos Bancários de Araçatuba e Região.
Além do corte das gratificações dos caixas executivos, constam do plano de “reestruturação” a transferência de funcionários e a demissão de cinco mil deles, estimulada por um PDV (plano de demissão voluntária), além do fechamento de 361 postos de atendimento. O movimento sindical bancário entende que o corte da gratificação significa redução de salário, o que é proibido pela Constituição Federal (artigo 7º, inciso VI).
Súmula
Existe também a súmula do TST (Tribunal Superior do Trabalho), de número 372, que garante a incorporação da gratificação aos salários para os caixas com mais de 10 anos anteriores a 2017.
Por encontrar respaldo da Constituição e na súmula 372, o movimento sindical está ingressando na Justiça com ações para garantir a continuidade da gratificação, para impedir as transferências compulsórias e para manter o plano de saúde do pessoal que pertencia a bancos incorporados pelo BB.
