Lojas não poderão abrir a partir de terça-feira, por determinação do governo do Estado (Foto: Lázaro Jr./Hojemais Araçatuba/Arquivo)
Apesar de a Prefeitura de Araçatuba (SP) não ter decretado o fechamento do comércio local na próxima semana, seguindo o que foi feito por cidades vizinhas, como Birigui e Penápolis, na próxima terça-feira (24) as lojas não poderão abrir as portas na cidade.
A determinação é do governo do Estado, que anunciou neste sábado (21) que decretará quarentena a partir da próxima terça-feira (24) em todo o Estado.
A medida determina o fechamento de todo o comércio e serviços não essenciais até 7 de abril. Entre os serviços permitidos estão farmácias, clínicas odontológicas, supermercados, padarias, açougues e postos de combustíveis.
Aos serviços de alimentação, como restaurantes, bares, cafés, a recomendação é de que sejam transformados em delivery.
Alterações
Em coletiva no início da tarde, o governador João Doria (PSDB) explicou que a medida poderá ser revista se for preciso ser estendida ou reduzida.
Os serviços essenciais na área de saúde, alimentação, abastecimento, segurança e limpeza funcionarão normalmente.
Coordenador do Centro de Contingência contra o Coronavírus em São Paulo, David Uip, pediu para que a população siga as medidas indicadas pelo governo e levem a sério a pandemia.
“Isto não é brincadeira e nem férias. Tem bairros que parece que o dia a dia não mudou", alertou.
Penápolis
Penápolis foi a primeira cidade da região a determinar o fechamento do comércio, já a partir da próxima segunda-feira (23), por meio de decreto municipal.
A medida foi adotada após reunião entre o prefeito Célio de Oliveira (sem partido) e demais membros da equipe de governo, com representantes das entidades do comércio.
Em Birigui, decreto do prefeito Cristiano Salmeirão (PTB) determina o fechamento do comércio e dos hotéis da cidade a partir de quarta-feira (25).
Com a publicação do decreto estadual, as lojas da cidade terão que antecipar em um dia a suspensão das atividades.
Na cidade, a medida foi adotada após reunião com representantes do segmento hoteleiro, do comércio e da Acib (Associação Comercial e Industrial de Birigui).
O decreto municipal prevê que o comércio fique fechado até 5 de abril, enquanto a quarentena no Estado irá até 7 de abril, inicialmente.
Araçatuba
Em Araçatuba também houve reunião de representantes do comércio com o prefeito Dilador Borges (PSDB) na sexta-feira, mas a administração municipal optou por não determinar o fechamento das lojas por meio de decreto municipal.
Em nota divulgada à imprensa no início da tarde, a Prefeitura informou que ficou decidido em comum acordo com a Alca (Associação dos Lojistas do Calçadão de Araçatuba) e Acia (Associação Comercial e Industrial de Araçatuba) que o funcionamento das lojas seria facultativo.
“O empresário que optar por fechar seu estabelecimento terá apoio da Prefeitura, da Acia e da Alca. Já quem definir manter aberta sua loja, terá que cumprir uma série de medidas de prevenção estabelecidas no decreto a ser publicado no sábado”, informa a nota.
Em entrevista à rádio Band FM, durante a noite de sexta-feira, o chefe de Gabinete da Prefeitura, Deocleciano Borella Júnior, argumentou que não se sabe por quanto tempo o comércio terá que ficar fechado, por isso, o decreto não previa essa determinação.
Entretanto, explicou que a decisão poderia ser revista a qualquer momento.
Após o anúncio do decreto, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Araçatuba publicou nota informando que o prefeito apoia as medidas anunciadas por Doria.
Ele justifica que desde o início o município segue todas as normas técnicas estabelecidas pelo Ministério da Saúde e Governo do Estado de São Paulo para conter o avanço do coronavírus e que irá cumprir todas as medidas impostas neste sábado pelo governador.
Como a quarentena deve começar na terça-feira, a administração municipal afirma que nesses três dia os fiscais de Postura e a Guarda Municipal notificarão os proprietários que descumprirem o decreto municipal anunciado na sexta-feira.
"Serão três dias de fiscalização intensa até que passe a valer o decreto do governador João Doria, no qual recomenda que esses estabelecimentos de alimentação sejam transformados em delivery", cita a nota.