Todo início de ano é a mesma história. Além das contas mensais, como energia elétrica, água, condomínio, aluguel ou mensalidade da casa e gastos básicos do dia a dia, temos algumas contas extras, como IPTU, IPVA, licenciamento de veículo, material escolar para quem tem filhos, despesas com matrícula de escola, etc.
“Não há desculpas, pois sabemos dessas verdades: impostos a pagar e, em algumas famílias, matrículas e gastos com materiais escolares sempre nos aguardarão no início de cada jornada anual. Realizar pagamentos integrais precisam ser discutidos em família, pois uma escolha mal feita pode comprometer vários meses de orçamento familiar. Utilizar uma reserva monetária ou a injeção extra que o 13º proporciona pode ser um ótimo ensejo para ganhar fôlego e começar o ano mais próspero”, afirma o docente do Senac Araçatuba, Maiko Antonio Lorenzetti.
Por isso, nesse momento, colocar em prática alguns hábitos da educação financeira poderá ajudar a estabelecer e manter um bom relacionamento com o dinheiro. Diante dessa necessidade, o docente separou algumas dicas importantes sobre planejamento financeiro para 2022. Confira:
1. Faça uma análise da condição financeira da família: esse deve ser o primeiro passo. Caso esteja endividado, talvez seja melhor esperar um melhor momento para realizar alguns desejos;
2. Estabeleça metas: defina os seus objetivos, da festa de confraternização familiar a uma viagem de fim de ano, por exemplo, tudo precisa ser planejado com alguns meses de antecedência para a diversão não se tornar uma dor de cabeça no futuro;
3. Planeje: pesquise preços, quais as melhores condições de desembolsos financeiros e demais opções, o que permitirá desfrutar e tornar esses momentos mais felizes;
4. Faça um orçamento doméstico: liste suas fontes de renda e seus gastos mensais, dessa forma você terá uma visão mais completa de como está sua situação e poderá tomar decisões mais assertivas;
5. Analise o que é mais vantajoso dentro da sua realidade: comprar ou pagar uma conta à vista é recomendado quando o dinheiro necessário já foi previamente reservado; nas compras parceladas, observe o impacto dos juros nas parcelas e no orçamento;
6. Admita que há um problema financeiro: p or mais que a palavra “dívida” nos desanime, não podemos nos abater. Admitir e não ignorar os problemas financeiros é um começo. Depois, reúna tempo, estratégia e disposição para renegociar com os possíveis credores, mudar os hábitos de consumo reduzindo gastos superficiais e, também, buscar alternativas para aumentar a suas rendas. O endividamento é, sim, um problema, mas pode ser resolvido. Basta a reorganização das finanças.
