O Grupo DOK, que é de Birigui (SP) e está em processo de recuperação judicial que tramita na Justiça do Estado de Sergipe, onde também possui unidades, iniciou o processo de demissão de pelo menos 120 trabalhadores da fábrica de Birigui.
A informação foi apurada pelo Hojemais Araçatuba na noite de quarta-feira (10) e confirmada pelo Sindicato dos Sapateiros nesta quinta-feira (11), quando a entidade recebeu nota confirmando os desligamentos.
O que chegou ao conhecimento da reportagem na noite de quarta-feira foi que a direção da empresa teria demitido 95% dos funcionários que atuam na fábrica de Birigui e dispensado os trabalhadores para cumprir aviso prévio em casa.
Esses trabalhadores teriam sido comunicados que devem receber os valores referentes às rescisões trabalhistas em junho. Entretanto, até esta quinta-feira (11) a empresa ainda não havia pago os valores referentes aos salários de abril, que deveriam ter sido quitados até o quinto dia útil do mês, que foi segunda-feira.
Parado
Diante da informação, o Hojemais Araçatuba procurou o Sindcafit (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Calçados, Fiança e Tecelagem) de Sergipe, que informou que os funcionários da unidade de Frei Paulo também suspenderam as atividades na quarta-feira devido ao atraso no pagamento dos salários de abril.
No início do ano o Hojemais Araçatuba publicou matéria sobre a dispensa de 500 trabalhadores do Grupo DOK de unidades fabris no Estado de Sergipe. Foram 320 demissões pela fábrica de Frei Paulo e mais 180 da unidade no município de Salgado.
Segundo o presidente do Sindcafit, Roneclecio Alves da Cruz, esses trabalhadores não receberam os valores referentes às rescisões trabalhistas, que de acordo com ele, foram incluídas na recuperação judicial.
Pagamento
Uma das preocupações da presidente do Sindicato dos Sapateiros de Birigui, Milene Rodrigues, é justamente como ficará o pagamento das rescisões dos funcionários demitidos da fábrica local. Ela comenta que como ainda não venceram os avisos prévios, por lei é preciso aguardar a data do pagamento para ver que providência pode ser tomada caso ele não seja feito.
A reportagem encaminhou e-mail questionando sobre as demissões para o endereço que consta no site do Grupo DOK e para o escritório DASA Advogados, que foi contratado para apresentar o plano de recuperação judicial do grupo, mas até as 18h desta quinta-feira não havia resposta.
