Economia

Hidrovia Tietê-Paraná movimenta 810,7 mil toneladas no primeiro semestre

Volume é 76% a mais que o mesmo período do ano passado, quando as atividades tiveram início em março, após suspensão por seis meses, por causa da falta de chuvas

Da Redação - Hojemais Araçatuba
08/08/23 às 17h07
Em São Paulo, hidrovia tem 800 quilômetros com navegação (Foto: Divulgação)

De janeiro a junho deste ano, a hidrovia Tietê-Paraná transportou 810,7 mil toneladas, aumento de 76% na movimentação fluvial de cargas, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento realizado pelo DH (Departamento Hidroviário), órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.

De acordo com o relatório, entre janeiro e junho de 2022 foram transportadas 460,3 mil toneladas. É preciso levar em consideração que as atividades da hidrovia ficaram suspensas no período de setembro de 2021 e março de 2022, devido à estiagem, que baixou o nível do rio Tietê, impedindo a passagem dos comboios de barcaças.

Segundo o que foi divulgado, dentre os produtos com maior movimentação neste ano estão a soja e o farelo de soja. A hidrovia também escoa a produção de milho, madeira, areia e derivados da cana-de-açúcar. Apenas em junho, foi registrado um crescimento de 44,1%, com 234,6 mil toneladas embarcadas, contra 162,7 mil toneladas no mesmo mês de 2022.

“Esse resultado mostra a importância desse modal para a logística econômica do Estado de São Paulo" , comenta a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

Obras

Ela explica que a hidrovia é um eixo fundamental para o escoamento de produtos e bens e terá ainda mais importância quando for completado o rebaixamento do canal em Nova Avanhandava. A obra foi autorizada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante visita a Buritama no início do ano.

O investimento previsto é de R$ 300 milhões, para retirar 552 mil metros cúbicos de rochas, equivalentes ao volume de 600 piscinas olímpicas. A obra, que deve gerar 1,4 mil empregos diretos e indiretos, deve ampliar o transporte de cargas, garantir a navegabilidade em períodos de estiagem e melhorias no armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. 

“A obra do canal é importantíssima para os terminais intermodais de carga e descarga, principalmente por viabilizar o escoamento dos produtos agrícolas para o Porto de Santos, além de conectar São Paulo com os estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul”, afirma a diretora geral do DH, Jamille Consulin.

Hidrovia

A hidrovia Tietê-Paraná tem 2,4 mil quilômetros navegáveis e é usada principalmente para o transporte da produção agrícola até o Porto de Santos. Com 14 terminais intermodais para carga e descarga de produtos, conecta seis estados. Em São Paulo, são 800 quilômetros com navegação.

O transporte de cargas utiliza embarcações do tipo ‘chata’, movimentadas por um empurrador (rebocador específico) e capazes de transportar 1,5 mil toneladas cada uma. No modal rodoviário seriam necessárias 43 carretas, de 35 toneladas cada, para levar o mesmo volume.

Para a movimentação desses barcos é preciso que o rio Tietê esteja com lâmina d'água mínima de 2,20 metros. Como o regime de chuvas no ano passado e este ano foi melhor, a navegação se beneficiou dessa regularidade.

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