Economia

Indústria de Birigui confecciona 4 mil máscaras para colaboradores e idosos

Iniciativa foi tomada antes da interrupção das atividades nas quatro unidades da Klin

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
25/03/20 às 22h03
Colaboradores com os equipamentos de proteção (Foto: Divulgação)

Antes de suspender as atividades em suas quatro unidades fabris, como medida de prevenção à transmissão do novo coronavírus, que causa a covid-19, a Klin, indústria calçadista com sede em Birigui (SP), confeccionou 4 mil máscaras, produto que está em falta no mercado.

Os itens foram entregues para os colaboradores e seus familiares e para instituições que atendem idosos, como o abrigo Vó Tereza, Lar do Vovô e Lar São João, em Birigui, e o Lar do Vovô, em Brejo Alegre.

Os equipamentos de proteção foram confeccionados com tecido respirável, utilizado na produção de calçados, e não são descartáveis.

Na embalagem, há instrução de lavar a máscara com sabão neutro e esterilizá-la com ferro de passar antes do uso. A recomendação é que seja usada por até quatro horas. Após esse período, é preciso repetir o processo.

Orientações estão na embalagem (Foto: Divulgação)

A distribuição começou a ser feita nesta terça-feira (24).

Ainda segundo a empresa, as atividades nas fábricas foram 100% suspensas.

A Klin tem unidades em Birigui, Penápolis, Gabriel Monteiro e Três Lagoas (MS).

Em falta

As máscaras de proteção descartáveis sumiram do mercado brasileiro assim que começaram as primeiras notificações de casos suspeitos por covid-19.

Em outros países, o desabastecimento do produto já era um fato. Tanto que, no início de março, a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que a compra em massa pela população deixaria os profissionais de saúde mal equipados.

Isso porque as máscaras descartáveis são indicadas principalmente para profissionais de saúde e pessoas com quadro confirmado ou suspeito da doença, porque barram gotículas e partículas, que podem transmitir o vírus.

Para a população em geral, a recomendação é lavar as mãos com água e sabão, utilizar o álcool 70% e o isolamento social. 

No entanto, para aqueles que insistem em usar o equipamento de proteção, a confecção de máscaras com tecido é uma alternativa.

A recomendação foi feita pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, durante entrevista nesta terça-feira (24).

"É uma barreira física. Vamos deixar as máscaras descartáveis para serem utilizadas pelos hospitais e profissionais da saúde", disse.

O produto, segundo ele, está em falta no mundo inteiro. Todo o estoque disponível no Brasil foi adquirido pelo governo federal e ainda assim, o sistema de saúde enfrenta dificuldade.

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