Economia

Preço do tomate dispara e não há perspectiva de queda

Pesquisas da Conab mostram que os preços nunca estiveram tão altos no mercado atacadista nacional

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
16/04/19 às 19h08
Preço do tomate foi impactado por colheita menor e recuo na área plantada (Foto: Aline Galcino)

O preço do tomate disparou no mês passado em todo o Brasil e a tendência é que continue aumentando em abril. De acordo com pesquisas da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), os preços de comercialização desse produto nos principais mercados atacadistas do País nunca estiveram tão altos. Nos supermercados de Araçatuba (SP), o quilo para o consumidor custa entre R$ 3,95 e R$ 7,98, nesta terça-feira (16).

“A performance dos preços elevados em março é consequência direta das menores quantidades ofertadas do fruto aos mercados, uma vez que as condições climáticas não favoreceram o desenvolvimento nas lavouras”, explica a gerente de Modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab, Joyce Rocha Fraga. “Aliado a isso, os preços pouco atrativos em 2018 fizeram com que os produtores diminuíssem a área plantada, o que significou também menos tomate entrando no mercado”.

Transporte

Em Araçatuba, segundo o administrativo e operacional do Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de S Paulo), Wanderley Pereira da Silva Júnior, a caixa com 20 quilos do produto, classe A, está cotada a R$ 132 nesta semana, ou seja, R$ 6,60 o quilo no atacado. O preço tem se mantido estável há algumas semanas.

“Os produtos comercializados na região acabam sofrendo impacto também do custo do transporte. Não há mais roça de tomate por aqui, o que acaba encarecendo”, explica Silva Júnior.

O tomate vendido para o Ceagesp de Araçatuba vem de Faxinal (PR) e Guapiara (SP), municípios localizados a 470 e 500 quilômetros de Araçatuba, respectivamente.

Safra

A safra de tomate é concentrada entre outubro e março, principalmente no período das chuvas. Na safra de verão 2018/2019, o clima foi mais seco, consequentemente, a colheita foi menor. O que será produzido nos próximos meses, segundo Silva Júnior, será por meio de irrigação o que encarece o produto. “Por isso, não há expectativa de recuo nos preços durante a safra de inverno”, diz.

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