Economia

Siran repudia manifestação do Greenpeace

ONG ambiental publicou charge que segundo o sindicato, ataca o agronegócio e visa desmoralizar a produção agrícola brasileira

Da Redação - Hojemais Araçatuba
06/12/22 às 18h36
O presidente do Siran, Thomas Rocco (Foto: Divulgação)

O Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste) emitiu nesta terça-feira (6) nota de repúdio contra postagem em rede social do Greenpeace, de uma charge com uma criança que assiste à Copa do Mundo e pergunta à mãe se é verdade que os brasileiros comem veneno enquanto os outros países não. 

Ainda de acordo com o sindicato, a informação classificada como falsa pela diretoria foi divulgada pela ONG enquanto o Congresso Nacional tentava modernizar a lei de defensivos que estava em pauta desde 1999.

“Ao contrário do que sugere o Greenpeace, levantamentos comprovam que a quantidade de defensivos utilizados por área ou encontrados por produto colhido no Brasil está muito abaixo da de países europeus como Holanda e França ou mesmo asiáticos, como o Japão” , cita na nota. 

Uso

O sindicato argumenta que de forma geral, o agricultor brasileiro só o usa defensivos quando realmente é necessário e com todo o cuidado, pois não deseja onerar o custo de produção.

Além disso, cita que o Ministério da Agricultura possui um programa de controle de resíduos e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) conta com programa de análise, demonstrando que nos últimos anos a quantidade de resíduos é ínfima no Brasil, podendo ser considerada praticamente irrelevante.

O presidente do Siran, Thomas Rocco, considera inadmissível que razões ideológicas, falta de conhecimento ou até mesmo interesses econômicos prejudiquem o agro brasileiro no exterior, ainda mais sendo o Brasil a grande potência agrícola e ambiental do planeta.

“Vale lembrar que o nosso agro alimenta quase 1 bilhão de pessoas no mundo e existem interesses de países concorrentes em minar a nossa imagem e, consequentemente, as nossas comercializações”, diz

Desenvolvimento econômico 

Rocco argumenta que o agronegócio foi responsável por 27,5% do PIB 2021 (Produto Interno Bruto), que representa as riquezas geradas pelo Brasil em 2021. O percentual corresponde a cerca de R$ 2,4 trilhões e firmou um patamar recorde para o setor, que se manteve resiliente mesmo em meio às restrições e crises mundiais causadas pela covid-19, peste suína, a guerra entre Ucrânia e Rússia, além de turbulências na própria economia brasileira.

O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, aponta que “o PIB do agronegócio alcançou recordes sucessivos em 2020 e em 2021, com esse biênio se caracterizando como um dos melhores da história do agronegócio brasileiro”.

Qualidade

Na nota de repúdio, a diretoria do Siran destaca ainda que a produção e qualidade alcançadas fez com que o País se consolidasse nas primeiras colocações entre as principais nações produtoras e exportadoras no mercado mundial, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. 

"O agronegócio brasileiro conseguiu se manter fortalecido e crescer mesmo com desafios internacionais, como a crise de peste suína, a guerra entre Ucrânia e Rússia e turbulências na economia brasileira. Nos últimos anos, o setor desponta como propulsor do desenvolvimento econômico, sendo pouco afetado pela política econômica e se fortalecendo no mercado internacional de commodities", traz a nota .

Ela é finalizada com o Siran afirmando que “nada e nenhuma entidade com interesses inconfessáveis vai aplacar o agronegócio, orgulho brasileiro que alimenta o mundo".

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