Esporte

Penapolense é o novo técnico da seleção brasileira de rugby em cadeira de rodas

Rafael Gouveia, que é professor na Funepe, assumiu o comando em março e tem como objetivo preparar a equipe para as Paralimpíadas de Paris, em 2024

Manu Zambon - Hojemais Araçatuba
06/04/21 às 19h42
Gouveia foi técnico da seleção em outras três ocasições Foto: Divulgação)

O professor de educação física Rafael Gouveia, de 33 anos, de Penápolis (SP), é o novo técnico da seleção brasileira masculina de rugby em cadeira de rodas. O anúncio foi feito no mês de março. 

Gouveia leva para a equipe sua experiência de ter sido técnico da seleção em outras ocasiões. Em 2011, sob seu comando, a seleção ganhou medalha de bronze no Campeonato das Américas. Também comandou a equipe em 2013 e em 2016, após um intervalo de três anos, participou da edição do Rio de Janeiro das Paralimpíadas, conquistando a 8ª posição. 

O profissional, que é docente na Funepe (Fundação Educacional de Penápolis), iniciou a trajetória na função de assistente técnico do time de rugby em cadeira de rodas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde cursou sua primeira graduação em educação física. 

Incluindo a docência no curso Educa da Funepe, Gouveia também atua como técnico do time MinasQuad de Belo Horizonte (MG) e realiza consultoria em alguns times de atletas cadeirantes do País. 

Rumo a Paris

Gouveia conta que foi selecionado para o cargo após se inscrever em edital e ter concorrido com profissionais do Brasil e de outros países. Ele se cadastrou e passou por algumas etapas, como análise de currículo, entrevista e apresentação de um projeto para o time para os próximos quatro anos. 

Por conta da pandemia, o técnico conta que não está sendo possível fazer treinos presenciais, então, o momento é de planejamento, visando as Paralimpíadas de Paris, em 2024.  

“Primeira parte do trabalho vai ser conversar e planejar com os outros membros da comissão, junto com a diretoria. Esse início será de muita preparação física à distância, porque a maioria dos atletas, até os que já estavam na seleção, não está treinando na quantidade que precisa por causa da pandemia. A gente vai ter que ajustar a rotina de todo mundo”. 

A ideia é que a comissão técnica aproveite esse momento para analisar os jogos do último ciclo, estudar quais atletas funcionam melhores juntos, entre outros. 

Alta performance

O trabalho de Gouveia é voltado para atuar no esporte com atletas paraplégicos e tetraplégicos, focado no desenvolvimento de estudos e treinos de alta performance para cadeirantes a fim de possibilitar novas perspectivas e resultados, além de garantir um lugar de destaque no cenário do esporte brasileiro. 

O professor conta que juntamente com a equipe docente do curso de educação física, visa possibilitar projetos de extensão com atividades físicas exclusivas para deficientes físicos utilizando a estrutura do campus da faculdade para que cadeirantes sejam incluídos em práticas de lazer e esporte em Penápolis.

(Foto: Divulgação)

“Precisamos democratizar o acesso aos serviços, esporte e lazer às pessoas com deficiência aqui em Penápolis. É uma comodidade grande poder usar o ambiente que a seleção traz para a vivência dos alunos. Quero proporcionar a oportunidade aos alunos de estarem dentro de algo de alto rendimento. Pode parecer que é pouco convencional, mas o rugby é um esporte paralímpico coletivo e uma oportunidade de trabalhar diferentes habilidades, como tecnologia, análise de jogo, estatística, etc”, explica.

O professor e técnico também destaca que na região de Araçatuba tem poucas iniciativas no atletismo paralímpico, mesmo já tendo ocorrido alguns torneios de rugby em cadeira de rodas. Para ele, é importante fazer essa reflexão sobre as poucas iniciativas de lazer e esporte na região direcionadas às pessoas com deficiência. 

Esporte

O rugby (nome em inglês) em cadeira de rodas é um jogo em que uma bola oval é conduzida pelas mãos dos jogadores até a marcação de dois cones na linha de fundo da quadra. Explicando de maneira sintética, o objetivo principal da disputa é fazer um “try’’, como se fosse o gol em um lance de futebol tradicional, sendo este o lance que vale mais pontos no jogo. O esporte que nasceu na Inglaterra no século 19, passou por adaptação para cadeirantes no final da década de 70 no Canadá e atualmente é uma modalidade paraolímpica. 

A prática exige dos seus jogadores intensidade, resistência, habilidade e estratégia. E são essas características que o técnico Rafael busca reunir em sua equipe. A Seleção Brasileira de Rugby em cadeira de rodas hoje está entre as 9 melhores do mundo e é a 4º melhor entre as américas, conquistando o bronze na Colômbia em 2011 e o bronze nos Estados Unidos em 2013.

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