O governador João Doria (PSSB) anunciou nesta quinta-feira (19) um acordo com supermercados para oferta de álcool gel a preço de custo em todas as regiões do Estado. O produto é um dos principais itens recomendados por autoridades de saúde para prevenção e combate ao coronavírus.
“A partir de 23 de março, os supermercados venderão o produto com margem zero. Nenhum valor adicional”, afirmou Doria. “Isso certamente vai impor uma redução no preço para o consumidor”, acrescentou. A medida ainda não abrange o álcool gel vendido em farmácias, mesmo aquelas que funcionam dentro de supermercados.
A medida foi viabilizada por um comitê executivo sob coordenação da Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, e formado por representantes do Estado e empresários. O setor supermercadista foi representado pela Apas (Associação Paulista de Supermercados).
Segundo o governador, o preço promocional deve começar a valer a partir da próxima segunda-feira (23). Os lojistas se comprometeram a praticar no varejo o valor que os produtores cobrarem no atacado pelo álcool gel.
Doria também afirmou que o acordo foi facilitado por uma decisão do Ministério da Saúde. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permitiu alteração nos protocolos de produção do álcool gel para aumentá-la na escala exigida pela pandemia.
Procura
A procura pelo álcool gel em São Paulo aumentou a ponto de provocar desabastecimento em praticamente todas as regiões do Estado. Especialistas em saúde recomendam o uso frequente do produto para higiene das mãos e também de objetos, móveis e superfícies que possam ter sido contaminados pelo coronavírus.
Manipulação
Nesta quarta-feira (18), a Anvisa autorizou as farmácias de manipulação a prepararem e venderem álcool gel de forma direta para o público. A autorização tem prazo de 180 dias e pode ser prorrogada.
Todas as farmácias magistrais, como também são conhecidas as farmácias de manipulação, poderão preparar álcool etílico 70% (p/p), álcool etílico glicerinado 80%, álcool gel, álcool isopropílico glicerinado 75%, água oxigenada 10 volumes e digliconato de clorexidina 0,5%.
De acordo com a Anvisa, todas essas fórmulas são preparações antissépticas ou sanitizantes que podem ser utilizadas no combate ao coronavírus. Até então, somente indústrias de cosméticos podiam fabricar esses produtos, com necessidade de autorização da agência reguladora.
Usinas
Em publicação hoje no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro destacou essa e outras medidas que estão sendo adotadas no âmbito do governo federal para enfrentamento à covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.
A Anvisa também trabalha com outros órgãos de governo para um entendimento sobre a doação de álcool ao sistema público. Ontem, a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) informou que suas associadas vão doar álcool para fabricação de desinfetantes de mãos (álcool gel) e solução de álcool 70. *As informações são do governo de São Paulo e Agência Brasil