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Anvisa aprova uso emergencial das vacinas CoronaVac e de Oxford

A reunião para discutir os pedidos de uso emergencial começou pouco depois das 10h e teve 5 horas de duração

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
17/01/21 às 15h43
Autorização de uso emergencial das duas vacinas foi aprovada neste domingo pela Anvisa (Foto: Divulgação)

Os diretores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) seguiram o voto da relatora, diretora Meiruze Freitas, e aprovaram por unanimidade os pedidos de uso emergencial das CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, e da vacina de Oxford, desenvolvida pela empresa AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford e com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

A reunião para discutir os pedidos de uso emergencial começou pouco depois das 10h e teve cinco horas de duração. Ao relatar o voto, o presidente da Anvisa, Antônio Barra, parafraseou o ex-presidente americano, John Kennedy:

“Todos nós respiramos o mesmo ar, todos nós procuramos acalentar o melhor futuro para nossas crianças e todos nós somos mortais. É com grande alegria e renovada esperança que acompanho na íntegra a diretora relatora. É assim que voto”, declarou.

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Eficácia

Na apresentação foi foi confirmada a eficácia da CoronaVac, com taxa de sucesso na prevenção da doença em relação ao grupo que tomou placebo (medicamento inócuo) de 50,39%. Na semana passada, o Butantan tinha divulgado uma eficácia de 50,38%. O índice está acima da eficácia mínima de 50% exigida pela Anvisa e recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

No caso da vacina de Oxford/Fiocruz, a Anvisa confirmou a eficácia global do imunizante em 70,42%, validando estudo publicado no início de dezembro pela revista científica The Lancet. A eficácia mede a taxa de sucesso na prevenção da covid-19 comparada a quem recebeu placebo (medicamento inócuo).

Acompanhamento

Apesar da recomendação do uso emergencial, a área técnica da Anvisa apontou que existem incertezas que deverão ser acompanhadas de perto pelo órgão.

No caso da CoronaVac, os técnicos destacaram a duração da imunização, efeitos em idosos e em grupos específicos e eficácia em pessoas que tiveram a doença. A agência também informou que aguarda as informações sobre os anticorpos gerados na Fase 3 do estudo.

Já com relação à vacina de Oxford, houve o alerta sobre o baixo número de idosos testados e diferenças entre o banco de semente de vírus da AstraZeneca e do Instituto Serum, laboratório da Índia.

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