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Doria e Pazuello 'guerreiam' sobre quem pagou pelas doses da CoronaVac

O ministro disse que por contrato, todas as doses são do Ministério da Saúde; Doria afirma que até agora só o Estado de São Paulo financiou os estudos do Butantan

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
17/01/21 às 17h23
Ministro Eduardo Pazuello concedeu entrevista após aprovação de uso emergencial das vacinas (Foto: Reprodução)

Logo após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovar o uso emergencial da CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, neste domingo (17), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a campanha nacional de vacinação começa na quarta-feira (20).

De acordo com ele, as doses recebidas do Butantan, que serão despachadas ainda neste domingo para o ministério, começarão a ser enviadas para os Estados amanhã (18).

Questionado sobre a vacinação ter iniciada já no domingo no Estado de São Paulo, o ministro disse que esta questão será discutida na Justiça, já que, por contrato, todas as doses são do Ministério da Saúde.

"Isso é uma questão que sai, vai para o lado do contrato efetuado. Tudo o que tem no Estado de São Paulo no Butantan é contratado pelo MS, pago pelo SUS, pago pelos senhores. E o contrato é claro, ele é de exclusividade, de 100% das doses", disse.

João Doria durante pronunciamento neste domingo (Foto: Reprodução)

Rebateu

Logo após o pronunciamento de Pazuello, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), rebateu as declarações, afirmando que até agora foram recursos exclusivos do Estado de São Paulo que financiaram os estudos e a produção da CoronaVac, pelo Instituto Butantan.

“Ministro Eduardo Pazuello, é inacreditável como um ministro de estado da Saúde sem o menor zelo com a saúde, sem ser médico, sem ter conhecimento nenhum de saúde, sem planejamento, um desastre completo na saúde, ainda mente ao dizer isso. A vacina do Butantan só está em São Paulo e no Brasil porque foi investimento do governo do Estado de São Paulo”, afirmou o governador.

E ele prosseguiu: “Não há um centavo até agora, até agora, do governo federal para a vacina, nem para o estudo e nem para a compra, nem para pesquisa. Nada. Chega de mentira, ministro. Trabalhe pela saúde do seu povo. Seja honesto, seja decente”, declarou.

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Manaus

Ainda durante a fala, Doria disse que o Butantan enviará 50 mil doses da vacina exclusivamente para serem aplicadas em médicos que atuam no Estado do Amazonas, que vive uma crise sanitária em função da pandemia.

Com relação ao calendário nacional, Pazuello disse que a distribuição das doses recebidas do Butantan será feita pela FAB (Força Aérea Brasileira) a pontos focais definidos por cada estado.

Ele disse ainda que o governo federal espera receber nesta semana, as 2 milhões de doses adquiridas pelo Ministério da Saúde da vacina de Oxford, feitas pelo Instituto Serum, da Índia.

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