Desde 2014, houve aumento de 7% no número de internações em hospitais do SUS (Serviço Único de Saúde) no Estado de São Paulo, decorrentes de acidentes envolvendo carros e sobretudo motocicletas.
Embora haja queda 14% com relação aos automóveis, o aumento de atendimentos envolvendo motociclistas foi de 13%, nos últimos cinco anos.
O balanço foi feito pela Secretaria de Estado da Saúde, com apoio do programa paulista Respeito à Vida, para alertar a população sobre responsabilidade e segurança nesta Semana Nacional do Trânsito, que ocorre de 18 a 25 de setembro.
As estatísticas extraídas do DataSUS, banco de dados do Ministério da Saúde, mostram ainda que o gasto com essas internações também cresceu 7% no período.
No ano passado, R$ 41,9 milhões foram destinados às AIHs (Autorização de Internação Hospitalar) referentes a acidentes com trânsito, dos quais R$ 33,9 milhões especificamente para atender traumas envolvendo motos.
Os gastos cresceram proporcionalmente ao aumento do número de internações. Em 2014, esses valores foram respectivamente de R$ 39,1 milhões e R$ 30,7 milhões.
Motos
Em todos os anos, as motos lideram as estatísticas – 80% das internações estavam relacionadas a acidentes com motos. Em 2018, foram realizadas 26.300 internações de pessoas envolvidas em acidentes.
Desse total, 22.616 (86%) eram motociclistas e as outras 3.684 envolveram carros. Em 2014, ocorreram 24.418 internações, das quais 20.100 (85%) relacionadas a motos e 4.318 a carros.
Considerando os acidentes com ambos os tipos de veículos, as vítimas são predominantemente na faixa-etária de 20 a 59 anos, em ambos os sexos.
Os homens são as vítimas mais frequentes. Nos últimos cinco anos, cerca de 80% dos acidentados eram do sexo masculino, com uma média de 20 mil internações por ano, dos quais aproximadamente 17 mil casos relacionados a motos.
Desrespeito
Tradicionalmente, os principais motivos dos acidentes de trânsito estão relacionados ao desrespeito às leis, abrangendo excesso de velocidade, ingestão de álcool, direção perigosa e uso de celular.
“A imprudência ao dirigir são as maiores causas dos acidentes nos últimos anos. O excesso de velocidade misturado com o consumo de álcool e uso de celular no volante ainda acontecem com frequência e é necessário a conscientização do motorista para poder evitar esses graves acidentes” explica a coordenadora do Grau (Grupo de Resgate), Cecília Damasceno.
Atendimento
O Grau é referência nacional em resgate médico e atendimento de em catástrofes e à vítimas de acidentes.
O acionamento das equipes é feito pelo telefone 193, Cobom (Central de Operações do Corpo de Bombeiros), com encaminhamento dos casos com suporte pré-hospitalar para o direcionamento aos serviços de referência para cada tipo de atendimento.
O serviço faz parte do Sistema de Resgate, ligado às Secretaria de Estado da Saúde de Segurança Pública, com o Corpo de Bombeiros e o Grupamento de Radiopatrulha Aérea, que contam com aproximadamente 450 viaturas e 23 aeronaves.
Anualmente, as equipes realizam cerca de 230.000 atendimentos em todo o Estado. (Informações da assessoria de imprensa)
