Em 4 de abril, a direção do IVVH (Instituto de Valorizaçao da Vida Humana) denunciou à polícia, um dos presos na operação #TudoNosso da Polícia Federal, por suposto desvio de mais de R$ 100 mil.
O investigado é sobrinho do sindicalista José Avelino Pereira, o Chinelo, apontado no inquérito como o líder do suposto esquema de fraude em licitações.
Segundo o que foi relatado à polícia, teriam ocorrido duas fraudes, uma no valor de R$ 100 mil, praticada em julho do ano passado, e a outra de R$ 10 mil, no dia 7 de agosto, ou seja, praticamente uma semana antes de a operação #TudoNosso ser deflagrada.
O investigado era auxiliar financeiro do IVVH entre meados de 2018 e dezembro de 2019 e teria adulterado um comprovante de pagamento de Guia da Previdência Social.
Adulteração
Mediante fraude, ele teria adulterado um documento de 19 de julho de 2019, mudando o valor de pagamento de R$ 15.987,95 para R$ 115.987,95. Apesar de o valor total ter saído das contas da entidade, o sistema de histórico de extratos da Caixa Econômica Federal apontou o pagamento da guia no valor de R$ 15.987,95.
No mesmo mês, foram encontradas várias transferências para a conta-salário do investigado, em dias distintos, somando R$ 100 mil. (dia 8 - R$ 10 mil; fia 9 - R$ 20 mil; dia 10 - R$ 20 mil; dia 11 - R$ 20 mil; dia 12 - R$ 20 mil; e dia 18 - R$ 10 mil.
Depósito
A direção do instituto encontrou outro comprovante de transferência eletrônico de valores da conta da entidade para a do investigado, feito em 7 de agosto, no valor de R$ 10 mil para a conta-salário do auxiliar financeiro do IVVH.
Cópias de todos os documentos que comprovariam as fraudes foram entregues à Polícia Civil, que instaurou inquérito de furto qualificado e falsificação de documento.
