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Pets podem fazer uso de suplementos alimentares

Eles podem melhorar o sistema digestivo, a pelagem e o sistema imunológico

Sérgio Dias - Especial para o Hojemais Araçatuba
21/01/21 às 20h00

Pesquisa divulgada em setembro de 2019 pela Abiad (Associação Brasileira de Indústria de Alimentos) diz que há no mínimo uma pessoa consumindo suplemento alimentar em 59% dos lares brasileiros.

Mas será que os pets podem fazer uso da suplementação alimentar?

O Hojemais Araçatuba conversou com a médica veterinária Bruna Saponi, parceira da DrogaVET, que afirma que, assim como nos humanos, ela serve para complementar a alimentação e ajudar no metabolismo do organismo.

“Vivemos uma era em que há uma maior preocupação das pessoas com a saúde e com o esporte, e isso faz com que os tutores também pensem com mais assiduidade na saúde, bem-estar e qualidade de vida de seus animais de estimação.”

Nutracêuticos podem ser manipulados em formato de biscoitos medicamentosos, no sabor que o pet gosta (Foto: Divulgação)

Nesse sentido é importante diferenciar o que são suplementos alimentares e o que são nutracêuticos.

A suplementação alimentar é o gênero, da qual eles fazem parte, os complementos alimentares, os suplementos de vitaminas e minerais e os alimentos funcionais. Já os nutracêuticos são manipulados e contêm um ou mais ingredientes biologicamente ativos oriundos de alimentos naturais, que foram isolados ou purificados, tais como: vitaminas, minerais e ômega 3, reunidos e comercializados sob forma de medicamento.

Para os pets os nutracêuticos podem conter diversos compostos importantes que melhoram o sistema digestivo, pelagem e ativação do sistema imunológico, contribuindo para a melhora do quadro geral da saúde do pet, além de minimizar a incidência do aparecimento de doenças.

Todos os tipos de pets podem fazer uso de suplementações para aprimorar o funcionamento orgânico e estimular o sistema imunológico, como é o caso, por exemplo, do ômega 3, que deve ser fornecido a todos os cães e gatos desde filhotes.

Qualidade

Assim como nos produtos industrializados consumidos por humanos, a veterinária explica que mesmo com um critério rígido no processo de qualidade, pode ocorrer a dificuldade do organismo em absorver os nutrientes importantes ao fortalecimento da pele e pelos. “Aliar o uso dos nutracêuticos à alimentação pode auxiliar na digestão dos alimentos, como é o caso da bromelina, enzima presente no abacaxi que auxilia na digestão, ou o uso da planta espinheira santa, que atua como antiácido, mas vale informar que não são todos que possuem essa função digestiva”, aponta a especialista.

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A veterinária alerta que há algumas raças com maior disposição a determinadas doenças. “Um exemplo é a daschund, de cães que têm propensão a apresentar problemas ortopédicos e, neste caso, é recomendado suplementar com colágeno. Porém, somente deve ser ministrado, após a avaliação do médico veterinário do pet, que poderá determinar a matéria-prima, compostos bioativos e posologia adequada para o animal”, pondera Bruna, lembrando que os nutracêuticos não são alimentos completos e que não são capazes de nutrir o organismo com todos os nutrientes essenciais, assim como também não possuem quantidades suficientes de calorias para suprir a necessidade energética de um animal.

Atualmente, Bruna explica que já se reconhece a importância do manejo alimentar para combater algumas doenças que induzem alterações metabólicas e funcionais, mas o uso dos nutracêuticos é recomendado se combinado com a alimentação natural. “A prescrição de substâncias benéficas, associadas em manipulado específico para cada caso, terá um resultado melhor se a alimentação for de qualidade e adequada às necessidades nutricionais do animal, promovendo um funcionamento orgânico melhor e, consequentemente, aprimorando a saúde”, finaliza a veterinária. 

Os nutracêuticos podem ser manipulados em formato de biscoitos medicamentosos, no sabor que o pet gosta. 


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