A Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) homenageou, nesta sexta-feira (12), os policiais militares que atuaram em confronto direto para impedir o mega-assalto a bancos ocorrido em 30 de agosto, em Araçatuba no dia 30 de agosto.
Os profissionais foram homenageados na sede do CPI-10 (Comando de Policiamento do Interior), em Araçatuba, onde presidente da Casa, deputado Carlão Pignatari, condecorou 60 militares com o colar de Honra ao Mérito Legislativo, maior honraria concedida pela Alesp, e outros 88 receberam o certificado de Honra ao Mérito do CPI-10.
A cerimônia contou com a participação do prefeito Dilador Borges (PSDB); do comandante do dispositivo formado, major Gledes Nelson Marques; do comandante do CPI-10, coronel Rodrigo Eval Arena; e e prefeitos de cidades vizinhas, vereadores e outras autoridades públicas, e convidados.
Durante discurso o presidente disse que a Alesp faz uma justa homenagem aos policiais, que podem ser considerados heróis por defenderam não só a vida das pessoas, mas a honra de todos os paulistas.
"Parabéns a todos vocês, onde mesmo os policiais que não estavam no combate, mas que ficaram no outro dia preservando os lugares onde tinham bombas que podiam ser detonadas a qualquer momento. Isso mostra honradez e compromisso de cada um de vocês", declarou.
Trauma
Dilador agradeceu aos policiais militares envolvidos na operação e revelou que os bandidos passaram atirando a meio quarteirão da casa dele naquela madrugada. "Ouvi mais de duas horas de troca de tiro e vocês não recuaram. Ao Baep [Batalhão de Ações Especiais de Polícia] e Polícia Militar, a nossa gratidão pela coragem de vocês em defesa à vida. Muito obrigado", falou.
O comandante do CPI-10 também relembrou a ação, os armamentos e a violência dos assaltantes na data, e agradeceu aos presentes.
Assalto
Na madrugada de 30 de agosto um grupo com pelo menos 20 homens fortemente armados invadiu a cidade em até dez carros e assaltou as agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, instaladas na praça Rui Barbosa, a principal da cidade.
Imagens divulgadas por moradores e câmeras da cidade mostraram o grupo fazendo reféns como "escudo humano'' para escaparem de uma reação mais dura por parte da Polícia Militar. Os criminosos, usaram um drone para fiscalizar o movimento dos policiais, queimaram um caminhão e o deixaram atravessado para impedir a passagem de reforços policiais enviados de cidades vizinhas.
O ataque ficou conhecido como "Novo Cangaço" e resultou nas mortes de dois moradores na cidade, de um dos integrantes do grupo criminoso e deixou outras seis pessoas feridas.
