Geral

Usina de energia solar da Santa Casa de Araçatuba entra em funcionamento

Fonte de energia alternativa custou R$ 2,5 milhões, financiados pela CPFL Paulista; deve reduzir conta de energia elétrica em R$ 100 mil mensais

Da Redação - Hojemais Araçatuba
21/09/21 às 17h10
Placas de energia solar foram instaladas sobre o telhado da Santa Casa (Foto: Divulgação)

A Santa Casa de Araçatuba (SP) é uma das 15 instituições de saúde contempladas pelo Programa CPFL nos Hospitais, iniciativa do Programa de Eficiência Energética da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para ajudar as instituições públicas e filantrópicas a reduzirem suas contas de energia.

A mini estação de geração de energia é composta por 1.900 painéis de captação de energia solar que cobrem 3.800 metros quadrados de telhado do complexo hospitalar, gerando energia em quantidade suficiente para abastecer até 40% da instituição.

A Santa Casa de Araçatuba tem 353 leitos e realiza aproximadamente 700 mil atendimentos/ano. O hospital é referência em 13 especialidades de alta complexidade para 40 municípios da região.

Segundo nota divulgada à imprensa, o consumo mensal oscila entre 265 mil à 300 mil kilowatts/hora, o que custa em média, de R$ 280 mil a R$ 300 mil mensais. A produção da própria energia com as placas solares deve proporcionar uma economia de 35% a 40% com a conta de energia elétrica, o que corresponde a R$ 100 mil mensais em média, ou R$ 1,2 milhão no ano.

Essa economia é comemorada pelo provedor da Santa Casa, Claudionor Aguiar Teixeira, já que esse dinheiro pode ser investido em outras necessidades. “Uma economia significativa que dará um novo folego para investirmos em medicamentos, equipamentos e o que for necessário para ampliar ainda mais a qualidade dos atendimentos prestados aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde)”, diz.

Sistema 

A usina de energia solar começou a ser implantada em março do ano passado e foi necessário instalar uma rede de energia de média tensão exclusiva para atender a Santa Casa.

A energia fotovoltaica produzida é descarregada em dois transformadores e distribuída para vários setores como UTIs, Centro Cirúrgico, Hospital do Rim, Central de Radioterapia e unidades de administrativas e de apoio.

Essa energia é utilizada em 40% do complexo hospitalar, que continua sendo abastecido pela energia elétrica em caso de necessidade. Os 60% restantes da instituição seguem abastecidos exclusivamente por energia fornecida pela CPFL Paulista.

O que não for consumido poderá ser repassado para outros três transformadores do sistema de energização do hospital.

Gargalos

O principal gargalo do consumo no complexo hospitalar são os aparelhos de ar-condicionado, que somam 400 unidades. Os maiores são os sistemas de 4 toneladas de refrigeração, implantados na UTI Neonatal e na Central de Radioterapia. 

Com a implantação da mini usina, esses setores passam a ser abastecidos pela energia solar, segundo o engenheiro eletricista da Santa Casa, Manoel Protetti Júnior. Ele explica que o investimentno é importante porque devido a essa demanda, a conta de energia do hospital entre agosto e maio praticamente dobra em relação aos meses de junho e julho, com temperaturas mais baixas.

O pico de consumo de energia no hospital ocorre entre 12h e 17h, quando todos os setores estão em funcionamento, com todos os condicionadores de ar ligados. Nas UTIs e nos setores de procedimentos regulares e emergenciais, como o Centro Cirúrgico e o pronto-socorro, o consumo é mantido 24 horas por dia.

Com a implantação da mini usina, esses setores passam a ser abastecidos pela energia solar, mas após os períodos de irradiação solar, eles seguem abastecidos pela energia elétrica da concessionária, segundo Protetti Júnior.

Parceria com a CPFL Energia rendeu outros investimentos no hospital

A usina de energia solar não foi o único investimento que a CPFL Energia fez na Santa Casa de Araçatuba para reduzir o consumo e as despesas com energia elétrica. No ano passado a empresa substituiu 6 mil lâmpadas diversas por lâmpadas de LED, que melhoram a iluminação do complexo hospitalar e reduziram o consumo de energia entre de 5% a 6%.

Também em 2020, a CPFL foi uma das parceiras na reforma da Usina de Oxigênio, que atualmente produz 150 metros cúbicos/hora. Segundo o hospital, a modernização da unidade foi decisiva para atender a demanda no pico da pandemia do coronavírus.

Ao todo foram investidos em torno de R$ 5 milhões, por meio de parceria que também teve a participação da Prefeitura e recursos do próprio hospital.

A tesoureira Maria Ionice Zucon, afirma que com esses investimentos, a companhia ajudou a diretoria da Santa Casa de Araçatuba resolver mais uma questão que consumia um grande volume de recursos. “Seremos sempre gratos por esse apoio porque cada problema que conseguimos resolver representa mais qualidade nos atendimentos prestados”, afirma.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM GERAL
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Empresa Jornalística e Editora LTDA
32.184.870-0001/54
Editor responsável:
Aline Galcino - MTB: 43087/SP
aline.galcino@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2021 - Grupo Agitta de Comunicação.