A Santa Casa de Araçatuba (SP) é uma das 15 instituições de saúde contempladas pelo Programa CPFL nos Hospitais, iniciativa do Programa de Eficiência Energética da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para ajudar as instituições públicas e filantrópicas a reduzirem suas contas de energia.
A mini estação de geração de energia é composta por 1.900 painéis de captação de energia solar que cobrem 3.800 metros quadrados de telhado do complexo hospitalar, gerando energia em quantidade suficiente para abastecer até 40% da instituição.
A Santa Casa de Araçatuba tem 353 leitos e realiza aproximadamente 700 mil atendimentos/ano. O hospital é referência em 13 especialidades de alta complexidade para 40 municípios da região.
Segundo nota divulgada à imprensa, o consumo mensal oscila entre 265 mil à 300 mil kilowatts/hora, o que custa em média, de R$ 280 mil a R$ 300 mil mensais. A produção da própria energia com as placas solares deve proporcionar uma economia de 35% a 40% com a conta de energia elétrica, o que corresponde a R$ 100 mil mensais em média, ou R$ 1,2 milhão no ano.
Essa economia é comemorada pelo provedor da Santa Casa, Claudionor Aguiar Teixeira, já que esse dinheiro pode ser investido em outras necessidades. “Uma economia significativa que dará um novo folego para investirmos em medicamentos, equipamentos e o que for necessário para ampliar ainda mais a qualidade dos atendimentos prestados aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde)”, diz.
Sistema
A usina de energia solar começou a ser implantada em março do ano passado e foi necessário instalar uma rede de energia de média tensão exclusiva para atender a Santa Casa.
A energia fotovoltaica produzida é descarregada em dois transformadores e distribuída para vários setores como UTIs, Centro Cirúrgico, Hospital do Rim, Central de Radioterapia e unidades de administrativas e de apoio.
Essa energia é utilizada em 40% do complexo hospitalar, que continua sendo abastecido pela energia elétrica em caso de necessidade. Os 60% restantes da instituição seguem abastecidos exclusivamente por energia fornecida pela CPFL Paulista.
O que não for consumido poderá ser repassado para outros três transformadores do sistema de energização do hospital.
Gargalos
O principal gargalo do consumo no complexo hospitalar são os aparelhos de ar-condicionado, que somam 400 unidades. Os maiores são os sistemas de 4 toneladas de refrigeração, implantados na UTI Neonatal e na Central de Radioterapia.
Com a implantação da mini usina, esses setores passam a ser abastecidos pela energia solar, segundo o engenheiro eletricista da Santa Casa, Manoel Protetti Júnior. Ele explica que o investimentno é importante porque devido a essa demanda, a conta de energia do hospital entre agosto e maio praticamente dobra em relação aos meses de junho e julho, com temperaturas mais baixas.
O pico de consumo de energia no hospital ocorre entre 12h e 17h, quando todos os setores estão em funcionamento, com todos os condicionadores de ar ligados. Nas UTIs e nos setores de procedimentos regulares e emergenciais, como o Centro Cirúrgico e o pronto-socorro, o consumo é mantido 24 horas por dia.
Com a implantação da mini usina, esses setores passam a ser abastecidos pela energia solar, mas após os períodos de irradiação solar, eles seguem abastecidos pela energia elétrica da concessionária, segundo Protetti Júnior.
