Justiça

Acusado de participar de tentativa de homicídio vai a julgamento nesta quarta

Crime teria ocorrido a mando de Caíque Junio de Souza Soares, o “Caíque do Água Branca”, e vítima levou cerca de 20 tiros

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
24/10/23 às 21h33

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reunirá nesta quarta-feira (25), para julgamento de Davi Moura de Oliveira, acusado de participação em uma tentativa de homicídio ocorrida em 4 de abril de 2020, quando um jovem foi alvo de aproximadamente 20 tiros enquanto lavava o carro, no bairro Água Branca.

Segundo a denúncia, o crime teria ocorrido a mando de Caíque Junio de Souza Soares, o “Caíque do Água Branca” . Em agosto deste ano ele e Alexandro Cícero Rodrigues da Silva foram condenados a 11 anos e 8 meses de prisão por quatro tentativas de homicídio ocorridas em 31 de agosto de 2019, no bairro Vista Verde.

Daniel Barbosa de Sousa, que também é apontado na denúncia como autor dos disparos, foi denunciado e, assim como Caíque, não será julgado nesta quarta-feira porque a defesa recorreu contra a pronúncia.

Os três estão presos e foram denunciados por homicídio tentado qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo torpe. Eles também respondem por corromper ou facilitar a corrupção de um adolescente que estaria no carro ocupado pelos réus no dia do crime.

Crime

Consta na denúncia que ao ser ouvida em juízo, a vítima contou que naquele dia estava lavando o carro no local de trabalho, quando um veículo VW Gol cinza parou próximo ao portão do imóvel, dois homens desceram e passaram a atirar na direção dela.

Disse que os atiradores desceram do banco traseiro do carro, sendo que Davi portava uma pistola calibre 380 e Daniel um revólver calibre 38. Eles estavam a uma distância de aproximadamente três metros quando passaram a fazer os disparos.

A vítima relatou que foi alvejada por cerca de 20 tiros, sofrendo ferimentos nas pernas, braços, peito e na cabeça, passou por cirurgias e ficou internado por um mês. Posteriormente, tomou conhecimento da existência de um adolescente no carro, através de uma carta anônima recebida pela família.

Mandante

Ainda em juízo, o jovem relatou que Caíque seria conhecido como líder do tráfico de drogas no bairro Água Branca e ordenaria outras pessoas a cometerem homicídios. Ele informou que Davi seria “gerente da biqueira” comandada por Caíque.

De acordo com a vítima, um irmão dela teria um desentendimento com Caíque, que já vinha ameaçando toda a família dela. E acrescentou que um cunhado de Caíque já teria matado um primo dela, chamado “Luisinho” .

Defesas

Consta no processo que a defesa de Davi requereu a impronúncia do acusado, alegando inexistência de provas da autoria; a desclassificação da conduta imputada a ele para lesão corporal; e o reconhecimento da lesão corporal privilegiada.

No caso de Daniel, a defesa requereu a absolvição sumária, sob argumento de estar provado que ele não foi o autor do crime; e a impronúncia por falta de provas de participação no crime. Em caso de pronúncia, requereu o afastamento das qualificadoras do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa da vítima. 

Já a defesa de Caíque requereu a impronúncia por inexistência de indícios suficientes de autoria. Apesar dos argumentos, os três réus foram enviados para julgamento pelo Tribunal do Júri. A sessão será realizada a partir das 9h, no Fórum de Araçatuba, e como os outros dois réus aguardam julgamento de recurso, apenas Davi será julgado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM JUSTIÇA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Jornalismo Digital LTDA
48.486.487/0001-90
Editor responsável:
Lazaro Silva Júnior MTB 48158
lazaro.junior@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.