Polícia

Alvos de operação da Polícia Civil de Araçatuba teriam movimentado mais de R$ 500 mil com o tráfico

Morador no bairro São Rafael seria o responsável por adquirir as drogas em São Paulo e distribuir na cidade

Lázaro Jr. - Agência Trio Notícias 
14/10/26 às 19h51
A polícia apreendeu 3 Jeep Compass com os investigados (Foto: Divulgação)

O grupo que foi alvo da “Operação Xeque-Mate” , deflagrada pela Polícia Civil de Araçatuba (SP) nesta quarta-feira (14), teria movimentado cerca de R$ 500.000,00 com o tráfico de drogas no período de pouco mais de um ano, desde que teve início a investigação.

A informação foi divulgada pelo delegado da DIG/Deic (Delegacia de Investigações Gerais da Divisão Especializada de Investigações Criminais), Flávio Miranda. A pedido da polícia, foram bloqueados pela Justiça, cerca de R$ 300 mil em nome dos investigados.

Durante a operação para cumprir 17 mandados de busca e apreensão, foram apreendidos dois veículos Jeep Compass encontrados com alguns dos alvos da investigação e cerca de R$ 13 mil em dinheiro.

Além disso, foram cumpridos todos os seis mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça e um sétimo investigado foi preso em flagrante, ao ser surpreendido com 16 pinos com cocaína. 

Fornecedor

Alvo principal mora no bairro São Rafael e é apontado como líder do grupo (Foto: Lázaro Jr.)

A investigação foi conduzida pela Dise/Deic (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) e começaram há mais de um ano. De acordo com o delegado, os trabalhos revelaram a existência de uma suposta associação criminosa espalhada por vários bairros de Araçatuba.

O homem apontado como líder do grupo reside no bairro São Rafael, onde foi encontrado e preso. “Tinha uma pessoa principal, que comprava drogas em São Paulo, Capital, e distribuía por todo município de Araçatuba, em fornecedores menores, que por sua vez, repassavam para as biqueiras, que são locais específicos de venda de drogas, que repassavam para os consumidores finais” , explicou.

Mulheres

Entre os presos estão duas mulheres, que de acordo com a polícia, estavam associadas ao tráfico de drogas. “Elas utilizam contas bancárias, são braços financeiros para a associação do tráfico, movimentando bastante dinheiro e auxiliando bastante a organização” , afirmou.

Há ainda a suspeita que alguns investigados sejam integrantes de facção criminosa, o que será apurado no decorrer das investigações. O grupo atuaria no comércio de cocaína, crack, maconha e também maconha do tipo Dry, que tem preço maior de mercado.

O dinheiro arrecadado seria depositado em contas bancárias de várias pessoas e posteriormente repassado para empresas em várias cidades do Estado, para fazer a lavagem e reintrodução na economia formal.

Parte dos materiais e do dinheiro apreendido (Foto: Divulgação)

Investigação

A polícia dará sequência à investigação analisando os matérias apreendidos, especialmente o conteúdo dos celulares dos investigados, que permanecerão à disposição da Justiça.

Os mandados de prisão temporária são pelo prazo de 30 dias, que pode ser prorrogado pelo mesmo período, Posteriormente as prisões podem ser convertidas em preventiva. Inicialmente os investigados devem ser indiciados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro.

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