O homem de 35 anos que conduzia o carro que atropelou um menino de 1 ano e 8 meses na tarde de sábado (19), em Birigui (SP), foi ouvido formalmente no 1º Distrito Policial da cidade, que será a delegacia onde será instaurado o inquérito relacionado ao caso.
Na ocasião, foi entregue a ele a requisição para que o Hyundai Sonata que ele dirigia passe por perícia. Segundo o que foi apurado pela reportagem, o procedimento teria sido agendado para a próxima quarta-feira (23).
Conforme já divulgado, o condutor do carro não havia sido encontrado após o atropelamento, mas foi apresentado no plantão policial de Birigui na tarde de domingo (20), pelos advogados César Franzói e Isabela Fiorotto, e foi orientado a procurar a delegacia nesta segunda-feira (21).
Segundo o que foi apurado pela reportagem, o passageiro do veículo na ocasião do atropelamento, que é amigo do pai da vítima, também foi ouvido nesta segunda.
Não viu
De acordo com Franzói, ao prestar declarações, o condutor do carro reafirmou que não viu a criança se aproximar do carro enquanto o veículo estava parado na frente da residência da família.
E relatou que após o pai do menino encerrar a conversa com o passageiro, ele saiu lentamente e sentiu um solavanco, mas nem ele nem o passageiro, ao olharem pelo retrovisor, perceberam que havia atropelado a criança, que acabou morrendo.
Ainda segundo o advogado, o cliente dele explicou que como o rádio do carro estava ligado, eles não ouviram o pai do menino chamar por eles após o atropelamento.
Na sequência ele deixou o amigo em um bar, continuou dirigindo pela cidade e somente quando chegou na casa da mãe dele é que soube do atropelamento, ao ser informado pelo celular, pelo amigo dele que era passageiro do carro.
Não fugiu
Franzói reforça que em nenhum momento o cliente dele quis fugir do local e informou à polícia que se tivesse notado que havia atropelado uma criança, teria parado para prestar o devido socorro. Porém, explicou que ao ser comunicado pelo amigo sobre a morte do menino, ficou muito abalado, desligou o celular e saiu dirigindo o carro, sem destino.
Ele esclareceu que até o momento não havia tido nenhum contato com os familiares da vítima, mas que conversou com o amigo dele a respeito e este já havia prestado o apoio aos pais da criança. Por fim, o advogado informa que o cliente dele está à disposição da polícia, caso sejam necessárias novas informações.
A reportagem procurou a polícia para saber sobre os procedimentos que serão adotados com relação ao caso e foi informada que será concedida uma entrevista coletiva à imprensa para tratar do assunto nesta terça-feira (22).
