Facadas
O operário foi ouvido pela polícia em 27 de julho e confirmou ter esfaqueado o morador em Francisco Morato. De acordo com ele, todos costumavam frequentar a casa onde ocorreu a tentativa de homicídio. O seria conhecido como “fumódromo” e seria usado por usuários de crack.
Naquela noite, de acordo com o operário, estavam na casa casal desaparecido ele e o morador em Francisco Morato, com o qual se desentendeu porque ele teria fumado 11 pedras de crack e furtado R$ 50,00 em dinheiro dele.
O desentendimento teria ocorrido na frente do “ fumódromo” e, durante a briga, o operário disse que pegou uma faca que usaria para cortar pão e golpeou a vítima no peito.
Jovem
Ele alegou que mesmo ferida a vítima correu, mas caiu no chão e voltou a ser atacada com a faca por ele. Na versão dele, ao tentar separá-los, a jovem desaparecida foi agarrado pelo pescoço para ser usada como escudo.
Para não ferir a jovem, com a qual mantinha um relacionamento, ele teria parado as agressões e se afastado.
Ainda na versão apresentada pelo investigado na época, o outro desaparecido, que havia testemunhado o crime, foi chamado pela vítima para ajudá-la, enquanto ele deixou o local com a jovem.
O investigado afirmou para a polícia que o casal desaparecido não teve nenhum envolvimento com a tentativa de homicídio.
Incendiado
Na madrugada de quarta-feira ele voltou à delegacia, desta vez para denunciar que o morador em Francisco Morato tentou matá-lo.
O operário disse que consumia crack em um local conhecido como Lagoa, no Parque das Nações, quando foi abordado pelo esfaqueado por ele, que estaria acompanhado por dois homens.
Além de ter sido agredido com socos e chutes, levou uma paulada na cabeça e caiu no chão. Em seguida, teve pés e mãos amarrados com o cadarço do próprio tênis e o trio teria enrolado um pedaço de arame no corpo dele.
Fogo
Segundo o operário, ele foi colocado sobre um sofá velho que havia no local onde consumia crack e o morador em Francisco Morato disse que ele iria morrer queimado, igual o casal encontrado carbonizado no carro.
O trio teria ateado fogo no sofá, mas como fingiu estar desacordado, os três fugiram e ele conseguiu se jogar no chão.
O operário disse que após desamarrar as mãos e retirar o arame farpado que estava enrolado nas pernas dele, correu para a casa dele e pediu ajuda para a companheira, que acionou o resgate que o levou ao pronto-socorro.
Entretanto, apesar de estar ferido, ele não aguardou receber atendimento médico, deixando o hospital para ir à delegacia comunicar o crime.
O caso é investigado.
