O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) divulgou nota nesta quinta-feira (30), chamando a atenção dos profissionais médicos sobre um golpe aplicado por estelionatários.
A entidade informa que conselheiros receberam relatos de vítimas que tiveram as fotos de perfil e agenda de contatos clonadas em contas de telefones e aplicativos de mensagens.
Esses aplicativos estão sendo utilizados pelos criminosos para pedir dinheiro às pessoas, como se fossem os donos dos perfis verdadeiros.
Um dos médicos que caiu no golpe é de Araçatuba, conforme matéria publicada pelo
Hojemais Araçatuba
. Ele perdeu praticamente R$ 10 mil após cair no golpe do WhatsApp clonado.
Crime
O crime aconteceu no dia 15, quando o médico recebeu mensagem no celular de uma pessoa se passando pelo filho dele, que também é médico e mora em São Paulo. Essa pessoa solicitou um depósito em dinheiro para comprar materiais de trabalho.
Apesar de o número que aparecia na mensagem não ser o utilizado pelo filho da vítima, aparecia a foto do rapaz. Questionado, o estelionatário alegou que usava esse número apenas para contato com clientes e fornecedores.
Dinheiro
Atendendo ao pedido, o médico transferiu R$ 9.990,00 para a conta de uma mulher em uma agência bancária de São Paulo. Em seguida, recebeu nova mensagem, pedindo mais R$ 10 mil.
Foi passada a conta de outra mulher e nova transferência foi realizada. O procedimento só não foi concluído por alguma irregularidade que a vítima não soube informar.
Algum tempo depois, o médico recebeu uma ligação telefônica do filho e descobriu que havia caído em um golpe.
Polícia
O Cremesp orienta possíveis vítimas a comunicarem o caso à polícia, como fez o profissional de Araçatuba, para que as autoridades policiais possam iniciar a investigação para tentar identificar os autores.
“As denúncias devem ser formalizadas, por meio de um boletim de ocorrência, para que sejam feitas as investigações a fim de se chegar aos responsáveis”,
informa a nota.
O Cremesp também alerta os médicos a adotarem medidas de segurança ao usar computadores públicos e acessar sites desconhecidos, seja pelo computador ou pelo celular.
A medida, de acordo com o conselho, evita que os dados pessoais dos profissionais sejam armazenados e rastreados por criminosos virtuais.