Um homem de 39 anos foi preso em flagrante pela lei Maria da Penha, na noite de quinta-feira (16), em Araçatuba (SP), acusado de ameaçar a companheira dele e um caseiro utilizando um machado e também um facão. Ele chegou a entrar em luta corporal com esse caseiro.
Na versão da mulher, o crime teria sido motivado por ciúmes. Ela contou à polícia que já pediu medida protetiva de urgência contra o companheiro em 2024, mas retomou a convivência com ele e atualmente residem juntos em uma chácara.
De acordo com a vítima, na quinta-feira, após o investigado retornar do trabalho, ela e ele foram para a residência do caseiro, a convite dele, para um churrasco. Segundo a vítima, durante a confraternização o companheiro dela passou a demonstrar ciúmes e eles discutiram.
Agressão
A mulher contou ainda à polícia que quando o casal voltou para casa, o companheiro desferiu um tapa no rosto dela e a empurrou, fazendo com que tivesse escoriações no joelho. Por medo, ela foi até à residência do caseiro, que a acompanhou de volta à casa dela.
Nesse momento, os dois teriam sido surpreendidos pelo investigado, que já estaria de posse de um machado e teria utilizado a ferramenta para ameaçar a vítima e o caseiro, tentando atingi-los com golpes. Segundo a vítima, a situação fez com que a esposa do caseiro desmaiasse.
Além disso, o caseiro e o acusado teriam entrado em luta, vindo a cair no chão. A vítima disse que tentou pedir socorro, mas o companheiro dela teria tomado o aparelho e o arremessado contra a parede.
Em seguida, teria pego um facão e voltado a ameaçá-la, afirmando que iria cortar a perna dela naquela noite. A Polícia Militar foi acionada por um sobrinho do caseiro e o acusado se apresentou espontaneamente durante o atendimento da ocorrência.
Ameaçado
Os policiais militares que atenderam o caso informaram que o investigado alegou que o caseiro teria isso à casa dele para ameaçá-lo, dando início à discussão seguida de vias de fato. Todos os envolvidos foram apresentados na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), onde o acusado optou por permanecer em silêncio para ser ouvido apenas em juízo.
Diante do que foi apurado, o delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela decretação da prisão em flagrante por crimes relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher e representou pela decretação da prisão preventiva do indiciado.
Após ser ouvido ele permaneceu à disposição da Justiça para ser apresentado em audiência de custódia. A mulher requereu nova concessão de medidas protetivas, além de ter sido submetida a exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal).
