Polícia

Dona de lanchonete é presa por esfaquear a companheira em Brejo Alegre

Casal vive junto há 5 anos e discutiu por ciúmes no final da madrugada; faca usada no crime foi apreendida

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
13/11/22 às 22h28

Uma comerciante que completou 35 anos na última sexta-feira (11), foi presa neste domingo (13) em Brejo Alegre (SP), cidade vizinha a Birigui (SP), acusada de esfaquear a companheira dela, de 43 anos. O crime aconteceu na residência do casal e teria sido cometido por ciúmes.

Policiais militares foram ao local após serem informados que uma mulher havia dado entrada no pronto-socorro de Buritama, vítima de facada no abdome e mantiveram contato com a acusada.

Na delegacia, ela  confessou que devido a ciúmes havia discutido com a companheira, com quem convive há cinco anos, pois acreditava que havia sido traída. Na presença de um defensor ela disse que por volta das 5h chegou em casa, após encerrar o expediente na lanchonete, e foi para a cozinha preparar alguns alimentos, fazendo uso de uma faca.

A companheira dela teria chegado instantes depois, vinda de uma festa, e elas começaram a discutir em razão de ciúmes e suspeitas de traição. A investigada alegou que durante a discussão a companheira dela passou a agarrá-la pelo braço e a empurrá-la.

Facada

Disse ainda que para se defender, pegou a faca que estava utilizando e enfiou na barriga da companheira, uma única vez. Segundo a acusada, mesmo ferida a vítima continuou discutindo com ela, que disse que iria chamar a ambulância.

Porém, a companheira dela foi para a rua e um vizinho acionou o socorro e a polícia. A vítima ainda teria telefonado para uma mulher que trabalhava na lanchonete e pedido que fosse até à residência do casal para dar um calmante para a acusada.

Funcionária

A funcionária da lanchonete confirmou à polícia que por volta das 7h30 recebeu uma ligação da vítima, pedindo que fosse à casa dela porque a companheira dela havia feito besteira e informando que havia um calmante na gaveta da cômoda do quarto, que deveria dar a ela, que estaria muito alterada.

Disse que chegando ao imóvel do casal a vítima já havia sido socorrida e deu apenas um comprimido para acusada, que contou o que havia acontecido. A funcionária relatou ainda que voltou para a casa dela, mas retornou em seguida para o local do crime.

Comprimidos

Em contato com a investigada, notou que ela havia tomado cerca de dez comprimidos do mesmo remédio e viu marcas de sangue no chão da residência. Sabendo que a acusada tem uma filha pequena, ela resolveu limpar o corredor do imóvel com uma mangueira e vassoura.

A mulher disse ainda havia marcas de sangue dentro da casa, mas não mexeu no local, porém, acredita que a comerciante tenha passado pano nas paredes. Ela argumentou que não tinha intenção de prejudicar a perícia ou o trabalho policial, mas sim evitar que a filha da investigada se deparasse com aquela cena.

A mulher contou ainda que pegou a faca usada no crime e escondeu no forno do fogão da casa, por medo de que acusada a utilizasse para cometer suicídio. A faca foi apreendida.

Investigação

O local onde ocorreu o crime foi preservado para realização de perícia e os policiais foram ao pronto-socorro da Santa Casa de Birigui, para onde a vítima havia sido transferida. Segundo o que foi informado à polícia, ela era submetida a cirurgia naquele momento e apresentava quadro de saúde estável, sem risco de evoluir a óbito.

A acusada não reagiu à abordagem policial e afirmou que estava sonolenta durante o registro da ocorrência, devido aos remédios que havia tomado. Ele negou ter tido a intenção de matar a companheira, tendo agido em legítima defesa devido às agressões que sofria.

Presa

O delegado Eduardo Lima de Paula, que presidiu o flagrante, decidiu pela prisão da acusada por lesão corporal grave em situação de violência doméstica e representou pela conversão da prisão em preventiva.

Ele acatou o argumento da funcionária das partes de que ela não teve a intenção de alterar a cena do crime e a liberou após ouvi-la, mas um inquérito será instaurado para investigar o caso. A vítima deverá ser ouvida posteriormente.

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