O araçatubense Edgar dos Santos Silva, o Edgarzinho, 52 anos, já está em um presídio da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária). No último dia 19 deste ele foi expulso de uma prisão na Bolívia, onde estava desde maio de 2018 e entregue à Polícia Federal.
Como havia um mandado de prisão preventiva contra ele expedido pela Justiça de Birigui, o
Hojemais Araçatuba
consultou a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) no início da semana passada.
Na ocasião, a assessoria de imprensa da pasta informou que Edgarzinho ainda era considerado egresso da penitenciária de Presidente Venceslau II, desde 20 de abril de 2018, quando obteve um habeas corpus.
A reportagem então procurou a Polícia Federal, que somente na sexta-feira (27) confirmou que ao ser expulso da Bolívia, como medida de natureza migratória, Edgarzinho foi entregue à PF em Corumbá (MS).
“Ele permaneceu pelo tempo necessário até a sua transferência, em segurança, ao sistema prisional do Estado de São Paulo”, informou em nota.
A SAP voltou a ser questionada na sexta-feira e nesta segunda-feira (30) confirmou que o preso está desde a quinta-feira (26) no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros III, na Capital Paulista.
Histórico
Edgarzinho é bastante conhecido do sistema prisional paulista. Acusado de participar do assalto à transportadora de valores Protege, em 1997, ele foi preso e em 2000 fugiu da penitenciária de Mirandópolis, sendo recapturado apenas em 2003, em São Paulo.
A polícia tem informações de que ele participou indiretamente de outro assalto à mesma empresa de valores, em outubro de 2017, dando informações privilegiada à quadrilha que executou o crime.
Tráfico
Porém, um mês antes desse assalto, ele foi preso pela Polícia Militar, em uma chácara em Birigui, junto com outros cinco acusados de tráfico de drogas. Na ocasião, foram apreendidos 120 quilos de maconha e um quilo de pasta base de cocaína.
Em abril de 2018, o ministro Marco Aurélio Mello concedeu habeas corpus aos seis investigados, considerando que estavam havia mais de seis meses na cadeia sem uma denúncia formal.
Na decisão, foi determinado que Edgarzinho permanecesse com a residência indicada ao Juízo; atendesse aos chamamentos judiciais; informasse eventual transferência; e adotasse “a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade”.
Preventiva
A liberdade provisória foi revogada pela Justiça de Birigui porque, apesar das recomendações, ele foi preso na Bolívia menos de um mês depois de ganhar a liberdade.
Na ocasião, foi acusado de negociar armas pesadas para trazer ao Brasil, segundo divulgou a imprensa boliviana na época.
O investigado foi detido com documento que teria sido expedido pelo Exército Brasileiro e bilhetes com coordenadas geográficas de pistas de pouso.
Edgarzinho foi extraditado junto com outros dois brasileiros. Os três, acusados de integrar uma das principais organizações criminosas do Brasil, estariam se preparando para gerar distúrbios nos presídios bolivianos, segundo a imprensa da Bolívia.