A Epcom Cursos, com sede em Mogi das Cruzes (SP), empresa que suspendeu aulas de um curso preparatório para carreiras militares em Araçatuba (SP), afirma que o curso terá continuidade, porém sob nova direção.
O contato com o Hojemais Araçatuba foi feito na tarde desta terça-feira (19), por Felipe de Godoy Coimbra, que se identificou como sócio da Epcom Cursos. Ele negou que a empresa esteja dando golpe nos alunos e afirmou que as aulas terão continuidade.
“Tivemos uma briga interna entre os sócios, porém já negociamos com uma empresa do mesmo segmento que vai assumir os alunos, não a Epcom, mas as aulas e o curso que oferecíamos”, explicou.
De acordo com Coimbra, o contato com os alunos começará a ser feito a partir de amanhã, por esse gestor, que informará também o novo endereço das aulas. No entanto, Coimbra se recusou a passar um telefone de contato dele para a reportagem. A informação é de que o assunto deveria ser tratado agora com a nova empresa.
Colégio
Um representante dessa empresa também teria procurado o colégio onde as aulas da Epcom eram ministradas em Araçatuba.
Segundo o mantenedor Márcio Henrique Gimenez, essa pessoa perguntou sobre os débitos dos aluguéis e informou que quitará a dívida. Também foi comunicado que as salas do local não serão mais usadas e que os pais e alunos serão avisados do novo endereço.
Nada fechado
A reportagem entrou em contato com a coordenadora-geral da empresa indicada por Coimbra, porém, ela negou que a companhia tenha fechado acordo com a Epcom e pediu para não envolver o nome do grupo no caso, por enquanto.
A coordenadora explicou que a empresa onde ela trabalha foi procurada pela Epcom para que assumisse as aulas do curso preparatório e que as negociações ainda estão em andamento.
Também negou que alguém da companhia tenha procurado o colégio e informado sobre novos locais de aula ou feito negociação de aluguéis em atraso.
O caso
A suspensão de aulas do curso da Epcom virou caso de polícia. Vários boletins de ocorrência foram registrados por pessoas que dizem ter sido enganadas pela empresa, que tem sede em Mogi das Cruzes (SP). Entre as possíveis vítimas está o colégio que teve salas alugadas para as aulas, que está sem receber o aluguel.