* Matéria atualizadas às 21h15 para incluir informações
A empresária de 44 anos que foi detida na manhã deste domingo (27) em Araçatuba (SP), conseguiu furar os bloqueios feitos na rodovia Marechal Rondon (SP-300) pela Polícia Militar e entrou com o carro em um campo de futebol na avenida Café Filho antes de ser detida após ter o carro danificado.
No Hyundai Creta que ela conduzia a polícia encontrou cinco porções de maconha, 29 de cocaína e garrafas de cerveja. Apesar de estar totalmente descontrolada, o teste do bafômetro deu negativo para ingestão de álcool e familiares disseram à polícia que a mulher faz tratamento de saúde. Porém, o médico que fez o teste clínico no IML (Instituto Médico Legal) atestou embriaguez e ela foi presa em flagrante, mas pagou fiança.
De acordo com a Polícia Militar, era por volta de 9h quando houve um chamado em um restaurante na estrada vicinal Nametala Rezek. A equipe foi informada por uma funcionária que o estabelecimento ainda estava fechado quando uma mulher chegou, chutou a porta, entrou no prédio e passou a arremessar mesas e cadeiras.
A testemunha disse que tentou impedi-la, mas foi empurrada pela investigada, que derrubou todos os objetos que estavam sobre a mesa do caixa, prosseguiu derrubando mesas e cadeiras e ainda tentou agredir um garçom.
Segundo a testemunha, quando ela disse que chamaria a polícia, a empresária deixou o local com o carro.
Voltou
Enquanto os policiais atendiam a ocorrência, a investigada retornou ao restaurante com o veículo e parou na frente do prédio. Porém, ao ver a viatura ela saiu em alta velocidade sentido à rodovia Jorge Maluly Netto.
Teve início o acompanhamento, o Creta entrou em uma estrada de terra batida e saiu na Rondon, sentido a Birigui. No trevo ela fez o retorno na entrada da cidade e voltou sentido a Araçatuba, passando sobre as barreiras que haviam sido feitas pela Polícia Militar Rodoviária.
A mulher fez novo retorno na frente da base da Polícia Militar Rodoviária, foi sentido a Birigui e chegando na cidade, retornou novamente para Araçatuba.
Desta vez, ao passar pela base da PMR a mulher passou com o Creta pelo gramado, seguiu em frente e entrou na cidade pela avenida Brasília. Após trafegar por alguns metros, ela retornou para a Rondon, desta vez sentido a Guararapes.
Campo de futebol
A investigada saiu para a rua Anhanguera, que é paralela à estrada, e no cruzamento com a avenida Café Filho entrou em um campo onde ocorria uma partida de futebol amador. Após manobrar no meio do gramado, a empresária voltou para a Anhanguera, acessou a estrada e no trevo entrou na Jorge Maluly Netto sentido Bilac.
Nesse momento a viatura que seguia a investigada desde o início da ocorrência apresentou problemas mecânicos, mas outras equipes auxiliavam no acompanhamento. No trevo de acesso ao bairro Água Limpa o Creta entrou em uma estrada de terra batida com muitos buracos e teve os pneus murchos. Ela teria seguido mesmo assim, até próximo à Colormaq, onde o carro parou.
Segundo a polícia, a empresária se trancou dentro do veículo e não quis sair. Por isso, foi necessário quebrar o vidro para retirá-la. Ela estava sem documentos pessoais, alterada, agressiva, desorientada e irônica.
Identificada
Após algum tempo a investigada informou o nome e o número da identidade, sendo feita a identificação. A revista pessoal foi feita por uma policial feminina, que não encontrou nada de irregular. Por estar muito alterada, a mulher foi algemada e o carro vistoriado, sendo encontrados os entorpecentes e as cervejas.
Segundo a polícia, a empresária concordou com o teste do bafômetro, que deu negativo para ingestão de álcool. Foram feitas as devidas multas, o carro recolhido e a mulher levada para o plantão policial.
Tratamento
Em contato com familiares, a polícia foi informada que a investigada faz uso de medicamentos controlados e há aproximadamente 15 dias apresenta comportamento anormal. A suspeita é de que tenha feito uso de remédios com entorpecentes.
Ela passou por exame no IML e no início da noite permanecia no plantão policial apresentando descontrole emocional, segundo a polícia, pois continuava falando coisas sem nexo e não era possível saber o que havia ocorrido para deixá-la nesse estado.
Como foi atestada a embriaguez, o delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela prisão em flagrante e arbitrou a fiança em R$ 2,2 mil, o que corresponde a dois salários mínimos. O dinheiro foi apresentado e a empresária responderá em liberdade pelos crimes de embriaguez ao volante e posse de entorpecente.
