Polícia

‘Falso médico’ é preso pela Polícia Civil em Birigui

Responde a processo desde 2017 em Rio Preto e teria montado uma loja de produtos odontológicos em Birigui

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
18/02/21 às 09h38
Guilherme Siqueira Borges foi preso na quarta-feira em Birigui (Foto: Reprodução/TV TEM)

A Polícia Civil de Birigui (SP) prendeu na manhã de quarta-feira (17), o estudante Guilherme Siqueira Borges, 26 anos. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de São José do Rio Preto, referente a processo de 2017, no qual é réu pelos crimes de exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica e por emitir atestado médico falso.

O mandado foi cumprido por investigadores de Birigui e o estudante foi preso por volta das 10h, no apartamento dele, em um condomínio no bairro Santo Antônio.

O Hojemais Araçatuba conseguiu detalhes da investigação com o delegado Fernando Tedde, do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Rio Preto.

Ele explicou que Borges foi preso em novembro de 2017 após investigações apontarem que ele estava atuando como falso médico na cidade. Apesar de não trabalhar em hospitais, ele tinha um talão de receituário do HB (Hospital de Base), fazia consultas, algumas delas on line, e prescrevia medicamentos, inclusive de uso controlado, utilizando o CRM (Conselho Regional de Medicina) de um médico de Campinas.

Após a prisão, um inquérito foi instaurado e ele conseguiu na Justiça o direito de responder pelos crimes em liberdade. Nesse período, ele teria continuado na prática de crimes e foi preso outras duas vezes em Rio Preto, a última no ano passado.

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O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 3ª Vara Criminal de São José do Rio Preto, referente à prisão em flagrante ocorrida em 8 de novembro de 2017.

Após ser notificada pela Justiça sobre a ordem, o GOE/Deic iniciou as buscas e obteve informações de que o ‘falso médico’ estava residindo em Birigui, onde havia aberto uma loja de produtos odontológicos, que estaria inclusive registrada no nome dele.

Segundo o delegado, nada de irregular foi apreendido durante o cumprimento do mandado de prisão, mas deve ser instaurada investigação para apurar se ele estava exercendo ilegalmente na cidade o crime referente à profissão de dentista.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, ele poderá responder a um novo processo, cuja pena varia de 6 meses a 2 anos de detenção em caso de condenação.

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