O acusado de ter esfaqueado e matado a faxineira Jaqueline Barbosa de Oliveira, 27 anos, na noite de domingo (13) em Penápolis (SP), se entregou à polícia na manhã desta segunda-feira (14) e confessou o crime.
O frentista de 35 anos disse ter ficado descontrolado porque a mulher recusou marcar um encontro para manter relações sexuais com ele, pois tinha esperança de reatarem o relacionamento.
O casal havia separado havia pouco mais de um mês e, de acordo com o acusado, desde então teria se encontrado e mantido relação umas três vezes.
Ele se apresentou à polícia em Birigui, no início da manhã, após ter fugido levando o filho logo após o crime, ocorrido por volta das 21h de domingo. De Birigui, ele foi levado até à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), onde prestou depoimento.
O frentista contou à polícia que viveu com Jaqueline por 8 anos, tiveram um menino, agora hoje com 5 anos, e ela tem uma menina de outro relacionamento, essa com 9 anos de idade.
Segundo ele, em julho o casal se separou, a faxineira foi morar com os dois filhos, mas eles mantiveram um bom relacionamento. Porém, com o passar do tempo ele ficou depressivo e várias vezes tentou uma reconciliação, o que não foi aceito por ela.
Recaída
O frentista disse à polícia que na tarde de domingo foi à casa do pai de Jaqueline, onde ela estava com os filhos, pois pretendia pegar o menino para ficar com ele.
Durante a visita ele disse que novamente falou em reconciliação, mas a ex-companheira recusou. Já por volta das 21h, todos foram à casa da faxineira para pegar as roupas do filho dele.
Chegando em casa, a vítima foi lavar o quintal que o cachorro havia sujado e o frentista pediu para marcar um dia para ficarem juntos.
Diante de nova negativa por parte dela, o acusado disse que teve um surto, tentou colocá-la no carro, pois as duas crianças estavam na frente da casa, mas ela resistiu e teria arranhado o braço dele.
Facadas
Nesse momento ele pegou uma faca que estava no carro e passou a atacar a vítima, com vários golpes principalmente na região do peito. Ferida, ela caiu no chão, próximo à porta do carro, e ele colocou o filho no veículo e fugiu com o menino.
Ainda de acordo com o investigado, ele passou no posto, abasteceu o veículo e dirigiu sem rumo, passando por Buritama e parando apenas em Votuporanga, onde encontrou um conhecido, falou o que havia feito e pediu ajuda.
Em seguida, telefonou para uma irmã em Penápolis, a qual foi buscá-lo e o levou até Birigui, onde se apresentou à polícia. O investigado relatou que teve medo de ir direto para Penápolis devido a ameaças de morte que teria recebido, sem revelar a autoria de tais ameaças.
Ele se disse arrependido, principalmente por ter atacado a ex-companheira na frente das crianças. O acusado teve a prisão temporária por 30 dias decretada e será indiciado por feminicídio.