Polícia

Garota de programa é agredida após informar cliente que tempo dele havia acabado

Não foi enquadrado na lei Maria da Penha porque a polícia considerou não haver relação íntima de afeto, mas sim profissional

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
25/12/20 às 10h01

Um ajudante de pintor de 25 anos, morador em Barbosa (SP), foi detido na noite de quinta-feira (25), em Penápolis, após agredir uma mulher de 27 anos. A vítima disse que é garota de programa e o investigado teria ficado irritado quando informou que o tempo dele havia acabado.

O acusado foi liberado após ser ouvido, pois a polícia considerou não haver relação íntima de afeto que configurasse a lei Maria da Penha, mas sim uma relação profissional.

A polícia foi chamada por volta das 23h30 por uma amiga da vítima que estava na casa onde ocorreram os fatos. Ao receber os policiais ela estava bastante nervosa e disse que a vítima havia apanhado do ajudante de pintor.

Lesões

Os policiais encontraram a mulher agredida com hematomas pelo corpo e um pouco sonolenta, pois alegou que toma medicamentos para dormir. Ela disse aos policiais que realiza programas sexuais, foi contratada pelo investigado e durante a relação, ele batia nela com tapas muito fortes.

Ao término do programa a mulher informou que o tempo dele havia acabado, fazendo com que ficasse extremamente agressivo. O investigado teria ameaçado acertar a vítima com dois socos, mas ela conseguiu se esquivar.

A mulher disse à polícia que empurrou o acusado para que parasse as agressões e disse a ele que ele não era homem de relar nela. Foi nesse momento que ele a teria segurado pelo pescoço e ameaçado agredi-la novamente.

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Ajuda

A vítima imediatamente gritou por socorro e a amiga, que estava na casa, abriu a porta e surpreendeu o acusado a segurando pelo pescoço. Ele teria batido a porta contra ela, que correu para a frente da casa para chamar a polícia. 

A amiga contou que ainda viu a vítima sair correndo do quarto, sendo perseguida pelo ajudante de pintor até o fundo do quintal, onde ela foi derrubada e agredida com socos.

Negou

O investigado estava no local quando os policiais chegaram, negou as agressões, mas recusava se identificar. Quando a equipe decidiu vistoriar o carro dele, o qual estava na frente da casa da vítima, ele foi até o veículo, abriu o porta-luvas, pegou algo e correu para o interior da casa.

O investigado foi detido após jogar o objeto debaixo da cama, o qual descobriu-se tratar de uma porção de cocaína. Os policiais o algemaram e deram voz de prisão a ele, que resistiu e foi apresentado no plantão policial.

Porém, o delegado que registrou a ocorrência entendeu que a conduta investigada não se enquadra à lei Maria da Penha, o que o levaria à prisão em flagrante, pois a relação entre autor e vítima foi profissional.

Ele responderá por lesão corporal, ameaça e por posse de entorpecente, devido à apreensão da porção de cocaína. Após ser ouvido ele foi liberado e a vítima passaria por exame de corpo de delito.

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