Polícia

GOE/Deic recupera celular roubado durante assalto a residência

Aparelho estava com mulher que disse ter sido presenteada pelo filho, que esteve em uma loja na Prestes Maia

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
10/09/20 às 16h52
Dezenas de celulares, carcaças e sete tabletes també foram apreendidos na loja do investigado (Foto: Divulgação)

*Material atualizado para corrigir a informação sobre a mulher que estava com o aparelho, que não é a mãe do dono da loja

A Polícia Civil de Araçatuba (SP) recuperou um celular que foi roubado durante assalto a residência ocorrido em 31 de janeiro, em Valparaíso. Ele estava com uma mulher que disse ter sido presenteada pelo filho.

Esse procurou o serviço de uma loja de manutenção na avenida Prestes Maia, em Araçatuba, o que ajudou a polícia na localização.

Segundo a polícia, na noite de 31 de janeiro, três homens armados invadiram a residência, colocaram um dos revólveres na cabeça de uma mulher de 61 anos, que estava acompanhada dos netos.

Os três foram levados para um quarto, onde estavam outros moradores na casa. Os adultos foram amarrados, as crianças colocadas no canto do sofá e os ladrões permaneceram cerca de uma hora e meia no imóvel. Foi roubado um televisor, um tablet, joias, R$ 1,6 mil em dinheiro e dois celulares.

Investigação

Durante as investigações, a polícia constatou que um dos aparelhos, um Samsung Galaxy J4, foi acionado com um chip em nome do proprietário da loja em Araçatuba.

Também foi apurado que outro chip, em nome de uma mulher, foi instalado no celular roubado.

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Encontrado

Um mandado de busca e apreensão para os endereços da loja e da mulher foi solicitado à Justiça, concedido e cumprido nesta quinta-feira por equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais).

Como a investigada não estava em casa, os policiais telefonaram para ela e pediram que se apresentasse na delegacia, onde ela esteve, levando o celular.

Em depoimento, a mulher contou que o filho dela havia adquirido o aparelho em março de uma pessoa no residencial Atlântico, por R$ 230,00, e dado a ela, que passou a utilizá-lo.

Apreensão

O dono da loja também esteve na delegacia e disse não ter desconfiado que o celular fosse roubado. Ele foi com os investigadores até à loja, onde foram localizados e apreendidas dezenas de carcaças de celulares de vários modelos e marcas, sete tablets e 64 celulares.

Segundo a polícia, os aparelhos foram apreendidos porque não havia nenhuma identificação de propriedade ou ordem de serviço relacionada a eles, sendo impossível identificar a origem.

Ainda segundo a polícia, o investigado alegou que é comum clientes aparecerem na loja com celular e ele utilizar o próprio chip para testá-los e verificar possíveis defeitos.

Por fim, de acordo com os investigadores, ele relatou que não questiona a origem dos aparelhos e admitiu que pode ter feito reparos ou desbloqueio de aparelhos utilizando “reset de fábrica" , o que é feito manualmente, em celulares furtados ou roubados.

Os aparelhos foram levados para o plantão policial para serem periciados e após o registro da ocorrência o comerciante foi liberado.

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