Polícia

Homem confessa ter matado colega com tiro na cabeça

Crime aconteceu na fazenda Três Irmãos, em Guararapes, e confissão foi nesta quinta-feira, em reconstituição

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
29/08/19 às 18h32

O homem preso na semana passada em Guararapes (SP) pela morte Elson de Jesus Silva, 34 anos, que foi atingido com um tiro na cabeça no último dia 19, mudou a versão e confessou ter atirado na vítima. Ao ser preso, na quinta-feira passada (22), ele alegou que o disparo havia sido acidental.

A confissão aconteceu nesta quinta-feira (29), quando a Polícia Civil realizou a reconstituição do crime. Segundo o delegado Juliano Albuquerque Goes, responsável pela investigação, o acusado disse que atirou na vítima após uma discussão, mas não informou o motivo.

Silva foi morto na fazenda Três Irmãos, onde morava. O acusado do crime fugiu, mas foi preso dias depois ao se apresentar à polícia. Ela estava com a prisão temporária decretada pela Justiça.

Colegas

Na ocasião, o investigado disse que era colega da vítima havia pelo menos de dez anos e foi à fazenda a convite do colega, para um serviço.

Os dois ingeriram bebida alcoólica e fumaram maconha, de acordo com o acusado e, após realizar ronda na propriedade usando a espingarda, eles foram para a sede. Silva morava com a companheira, que dormia no sofá.

Na versão apresentada inicialmente, o acusado disse que a vítima estava com a espingarda e entregou a ele para ir buscar mais bebida na cozinha.

De acordo com o que relatou, a arma havia disparado assim que a pegou, mas alegou que não sabia se havia apertado o gatilho, pois estava bêbado.

Com o disparo, a mulher da vítima acordou, viu o acusado com a espingarda na mão e ele decidiu fugir.

Tiro

Um dos motivos que levou a polícia a suspeitar que o crime foi intencional foi que o tiro que matou Silva causou ferimento na parte de trás da cabeça dele, atrás da orelha.

A polícia também recebeu denúncia de que o acusado teria roubado um trator enquanto fugia com a espingarda.

Entretanto, o delegado disse que já ouviu a vítima e o acusado, descaracterizando o crime, já que na ocasião ele queria pedir ajuda ao tratorista.

O investigado alegou que perdeu a arma ao pular uma cerca durante a fuga, mas a polícia realizou buscas e não encontrou a espingarda, apenas um pedaço dela.

A prisão temporária do acusado é pelo período de 30 dias e, nesse prazo, o delegado espera receber os laudos da perícia e do IML (Instituto Médico Legal) e ouvir outras testemunhas para relatar o inquérito à Justiça.

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