Chuveiro
A vítima disse à polícia que ao retomar a consciência estava no banheiro, debaixo do chuveiro, com o acusado sem roupa. Ele teria começado a passar as mãos no corpo dela e tentado manter relação sexual, mas ela sentiu dor.
A adolescente contou que novamente ficou inconsciente e quando acordou, estava na sala, vestida, mas sem a calcinha. Aproveitando que o morador havia saído para comprar mais bebida, ela fugiu e pediu o celular emprestado de uma mulher em um supermercado para chamar a polícia.
A vítima foi levada ao IML (Instituto Médico legal) e examinada por um médico legista que relatou não ter encontrado lesões de interesse médico-legal.
O exame teria apontado que não houve conjunção carnal e não havia elementos relacionados à ocorrência de outros atos libidinosos. Porém, foi coletado material para exame de dosagem alcoólica e sexológico.
Preso
Assim que foi comunicada, a Polícia Militar realizou buscas, mas não localizou o acusado. Já no período da noite, policiais militares receberam denúncia de que o acusado teria fugido para o bairro Engenheiro Taveira.
A equipe não o encontrou no endereço informado, mas uma pessoa revelou que havia oferecido abrigo a um rapaz que havia pedido permissão para aguardar um amigo que iria buscá-lo.
Os policiais foram até à casa dessa pessoa e surpreenderam o acusado quando ele tentava pular o muro lateral para fugir. Ele foi detido no quintal vizinho, algemado e apresentado na delegacia.
Negou
Em depoimento, o investigado negou ter oferecido bebida alcoólica, beijado ou estuprado a adolescente. Na versão dele, ele ajudou a menina limpar a casa e quando acabou o serviço, por volta de 12h, ela foi embora.
O investigado alegou ainda, que no período em que estiveram juntos, foi a adolescente que contou da vida pessoal dela a ele, teria chorado e o abraçado, mas ele teria dito que era amigo dos pais dela.
Por fim, ele disse acreditar que a vítima esteja com algum problema psicológico.
Investigação
A casa onde teriam ocorrido os fatos foi periciada por equipe do Instituto de Criminalística, que colheu material no local para exame genético. Segundo informado à polícia, a calcinha da vítima não foi encontrada e foram recolhidas garrafas pequenas de vodca, mas no lixo de uma casa vizinha.
Após a conclusão do registro, o acusado foi preso em flagrante por estupro de vulnerável e ficou à disposição da Justiça.
A vítima passou por atendimento médico no pronto-socorro e recebeu medicação para cortar o efeito da bebida. Também foi oferecido a ela o coquetel ministrado como protocolo em caso de abusos sexuais, para prevenir doenças transmissíveis.
