Polícia

Homem é preso acusado de estuprar adolescente durante faxina

Menina tem 13 anos e foi limpar a casa do investigado, que é amigo do padrasto dela; disse que foi embriagada e estuprada

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
18/09/20 às 09h07

A Polícia Militar de Araçatuba (SP) prendeu na noite de quinta-feira (17), um homem de 32 anos, acusado embriagar e estuprar uma adolescente de 13 anos, que havia contratado para fazer uma faxina na casa dele.

A vítima é enteada de um amigo do investigado, que fugiu após ser denunciado e foi localizado em uma residência no bairro Engenheiro Taveira.

De acordo com o que foi informado à polícia, o investigado esteve na residência da família na noite de quarta-feira (16) e comentou que precisava de alguém para limpar a casa dele, pois a companheira dele estava viajando e chegaria no final de semana.

Ele relatou ainda que seria só para passar um pano no chão da casa e que pagaria R$ 20,00 pelo serviço.

Bebida

A adolescente disse à polícia que o acusado a pegou na casa dela pela manhã e a levou para a casa dele. Como combinado, ela fez a faxina na cozinha e comeu um salgado e tomou um refrigerante oferecidos por ele.

Em seguida, o investigado teria perguntado se a adolescente já havia ingerido bebida alcoólica, saiu e retornou com três garrafas pequenas de vodca. Os dois passaram a beber juntos e o acusado perguntou se ela se sentia sozinha, alegando que ele se sentia sozinho, porque a esposa dele viajava.

Ele teria dado um abraço seguido de um beijo no pescoço da vítima, saído novamente e voltado, desta vez com uma garrafa grande de vodca.

Os continuaram bebendo, agora ouvindo música e quando a adolescente já perdia a consciência, teria sido abraçada pelo investigado.

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Chuveiro

A vítima disse à polícia que ao retomar a consciência estava no banheiro, debaixo do chuveiro, com o acusado sem roupa. Ele teria começado a passar as mãos no corpo dela e tentado manter relação sexual, mas ela sentiu dor.

A adolescente contou que novamente ficou inconsciente e quando acordou, estava na sala, vestida, mas sem a calcinha. Aproveitando que o morador havia saído para comprar mais bebida, ela fugiu e pediu o celular emprestado de uma mulher em um supermercado para chamar a polícia.

A vítima foi levada ao IML (Instituto Médico legal) e examinada por um médico legista que relatou não ter encontrado lesões de interesse médico-legal.

O exame teria apontado que não houve conjunção carnal e não havia elementos relacionados à ocorrência de outros atos libidinosos. Porém, foi coletado material para exame de dosagem alcoólica e sexológico.

Preso

Assim que foi comunicada, a Polícia Militar realizou buscas, mas não localizou o acusado. Já no período da noite, policiais militares receberam denúncia de que o acusado teria fugido para o bairro Engenheiro Taveira.

A equipe não o encontrou no endereço informado, mas uma pessoa revelou que havia oferecido abrigo a um rapaz que havia pedido permissão para aguardar um amigo que iria buscá-lo.

Os policiais foram até à casa dessa pessoa e surpreenderam o acusado quando ele tentava pular o muro lateral para fugir. Ele foi detido no quintal vizinho, algemado e apresentado na delegacia.

Negou

Em depoimento, o investigado negou ter oferecido bebida alcoólica, beijado ou estuprado a adolescente. Na versão dele, ele ajudou a menina limpar a casa e quando acabou o serviço, por volta de 12h, ela foi embora.

O investigado alegou ainda, que no período em que estiveram juntos, foi a adolescente que contou da vida pessoal dela a ele, teria chorado e o abraçado, mas ele teria dito que era amigo dos pais dela.

Por fim, ele disse acreditar que a vítima esteja com algum problema psicológico.

Investigação

A casa onde teriam ocorrido os fatos foi periciada por equipe do Instituto de Criminalística, que colheu material no local para exame genético. Segundo informado à polícia, a calcinha da vítima não foi encontrada e foram recolhidas garrafas pequenas de vodca, mas no lixo de uma casa vizinha.

Após a conclusão do registro, o acusado foi preso em flagrante por estupro de vulnerável e ficou à disposição da Justiça.

A vítima passou por atendimento médico no pronto-socorro e recebeu medicação para cortar o efeito da bebida. Também foi oferecido a ela o coquetel ministrado como protocolo em caso de abusos sexuais, para prevenir doenças transmissíveis.

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